Basquete

Sem espaço no Jazz, Raulzinho vê momento difícil: "Não posso desanimar"

 Maddie Meyer/Getty Images
Raulzinho em ação pelo Utah Jazz na temporada passada Imagem: Maddie Meyer/Getty Images

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

04/02/2017 04h00

A primeira temporada de Raulzinho na NBA foi animadora para o jogador e seus fãs. No campeonato de 2015/2016 o armador participou das 81 partidas do Utah Jazz, sendo 53 como titular, teve boas atuações e foi até escolhido para participar do Jogo dos Novatos no Fim de Semana das Estrelas.

Mas o segundo ano do jogador na liga está bem longe do que ele mesmo imaginava. Participou de apenas 25 dos 50 ogos da equipe, e em nenhum deles foi titular. Chegou inclusive a ser "rebaixado" por alguns dias para a Liga de Desenvolvimento (D-League) pelo SLC Stars, uma espécie de equipe satélite do Jazz.

Raulzinho diz que não está frustrado com seu baixo aproveitamento pelo técnico Quin Snyder, mas afirmou ao UOL Esporte que está se esforçando bastante para não desanimar com a mudança brusca que teve em relação ao último campeonato.

"É uma situação difícil, não vou falar que é frustrante porque estou na melhor liga do mundo, estou treinando com os melhores jogadores do mundo, numa equipe que está indo muito bem, disputando para entrar numa boa posição nos playoffs. Mas é difícil, ainda mais vindo de jogar muitos jogos na temporada passada e agora ter que ficar de fora na maioria dos jogos, sem jogar. Vai depender de mim saber lidar com isso, ter paciência, continuar treinando, não desanimar, e aprender com essa situação também", disse o armador.
 
A experiência na D-League não foi vista de maneira negativa pelo jogador. Após sua única partida pelo SLC Stars ele disse que era melhor jogar do que ficar parado. Para Raulzinho, foi a chance de mostrar que pode estar à disposição do time principal em qualquer momento que for necessário.
 
"É normal (ir para a D-League). Grandes jogadores passaram por isso, faz parte desse processo de amadurecimento na liga. Fui lá, treinei, joguei, joguei bem, mostrei que estou preparado, mesmo sem estar jogando muito pelo Utah, estou fisicamente bem e pronto para quando precisarem de mim", disse o atleta.

Nas partidas em que esteve em quadra pelo Jazz teve uma média de oito minutos; 2,4 pontos e 0,8 assistências apenas.  Na última temporada, suas médias foram de 18,5 minutos; 5,9 pontos e 2,1 assistências.
 
Apesar da queda, se mostra satisfeito com o que tem feito. Mas sabe que precisa evoluir para ganhar mais espaço na rotação. "Acho que, dentro do meu limite, do meu estilo de jogo, fui muito bem nos jogos que entrei esse ano. Lógico que tem muita coisa que preciso melhorar, talvez ser mais ofensivo, que é mais o estilo da NBA, muito ataque, mas estou feliz com o que tenho feito".
 
O Jazz vem fazendo um bom campeonato. Ocupa a quinta colocação da Conferência Oeste, com 30 vitórias e 19 derrotas. Se mantiver o ritmo, voltará aos playoffs após ficar ausente nas últimas quatro temporadas.
 
"Nosso time está muito bem, a equipe teve problemas de lesão na temporada, mas soube lidar bem com isso, jogadores que entraram contribuíram bastante para continuarmos ganhando jogos, e com o time saudável estamos crescendo de novo, nessa caminhada rumo aos playoffs, tentar uma boa posição na tabela", disse.
 
Com George Hill, Shelvin Mack e Dante Exum sendo aproveitado sempre e correspondendo às expectativas, o espaço de Raulzinho não tende a aumentar tão cedo. Com contrato garantido por mais uma temporada, o jogador evita no momento pensar em mudar para uma equipe na qual possa ser mais utilizado.
 
"Não é algo em que fico pensando muito. Estou no Utah, feliz no time, apesar de não estar jogando tanto esse ano, mas não penso nisso, estou com a cabeça apenas aqui", afirmou o armador.
 

Raulzinho vê momento complicado para o Brasil

O que incomoda Raulzinho muito mais do que sua atual temporada na NBA é a situação vivida pelo basquete brasileiro e pela Confederação Brasileira (CBB), que segue suspensa pela Federação Internacional (Fiba).

Em entrevista ao UOL no ano passado, Tiago Splitter disse que os jogadores deviam se unir para cobrar, algo que o armador concorda.

"O basquete brasileiro está num momento difícil, a CBB num momento muito complicado, mas o Tiago tem toda a razão no que falou, os jogadores precisam se unir para tomar providências, na verdade não sei exatamente o que, mas temos que agir. Temos conversado, mais até os mais veteranos, mais experientes, já que eu estou há menos tempo na NBA e na Seleção Brasileira, e estou com eles, desde que começou essa bagunça toda temos conversado muito sobre como podemos ajudar a mudar essa situação", afirmou.
 
 
 
 

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Bala na Cesta
Bala na Cesta
Redação
Redação
Bala na Cesta
Bala na Cesta
AFP
Redação
Bala na Cesta
Esporte Ponto Final
UOL Esporte
UOL Esporte
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Redação
Bala na Cesta
EFE
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Redação
UOL Esporte
UOL Esporte
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Redação
Redação
Bala na Cesta
UOL Esporte
Redação
UOL Esporte
Bala na Cesta
Redação
UOL Esporte
LancePress
Redação
Bala na Cesta
Redação
Bala na Cesta
Redação
Redação
UOL Esporte
Topo