Basquete

Ala superou câncer e ganhou fama de algoz do Botafogo na briga pela NBB

Jackson Nessler/Joinville Basquete
Lucas Vezaro Imagem: Jackson Nessler/Joinville Basquete

Lucas Pastore

Do UOL, em São Paulo

18/05/2017 04h00

Nesta quinta-feira (18), o Joinville de Lucas Vezaro recebe o Botafogo, às 20h, na última partida do time catarinense na fase de classificação da Liga Ouro, competição que dará uma vaga na próxima temporada do NBB. Se quiser vencer e seguir brigando pela liderança da tabela, o time carioca terá de dar um jeito de conter o jovem ala, que teve a melhor exibição da carreira contra o time carioca em seu primeiro torneio nacional depois de superar um câncer.

Hoje com 20 anos de idade, Vezaro jogou a LDB, competição sub-22 do NBB, por Bauru em 2014 e 2015. Chegou a jogar com Georginho, badalado armador do Paulistano, em seleções brasileiras de base. Porém, sua carreira teve de ser interrompida pela doença, que o deixou afastado das quadras por cerca de um ano.

"Tive um linfoma de Hodgin de 13 centímetros no pescoço. O câncer contaminou também 70% do meu baço", contou, por telefone, em entrevista ao UOL Esporte.

A Liga Ouro representa a melhor chance para o ala completar sua volta por cima. Dividindo a quadra e o vestiário com o irmão Felipe Vezaro, o jovem aponta sua família como principal aliada na luta contra a doença.

No dia 16/04, Vezaro anotou 34 pontos na derrota por 81 a 68 para o Botafogo no Rio de Janeiro dois dias depois de vencer o time carioca na cidade. Apesar do revés, seu recorde pessoal, que não havia sido alcançado nem na LDB, serviu para homenagear quem o ajudou durante sua recuperação.

"Foi no dia do aniversário da minha mãe. Eu foquei muito, porque o time estava precisando da vitória. Queria dar aquela atuação de presente para ela, então eu tentei dar o melhor em quadra", revelou.

Além da mãe, o irmão também foi fundamental na caminhada do jogador rumo à Liga Ouro. Apesar de já terem jogado juntos pela base de Bauru, pela primeira vez os dois dividem a quadra com papeis importantes: Lucas tem média de 24,5 minutos por exibição, e Felipe de 19,6. Mas para a dupla, a competição não fica apenas restrita às quatro linhas.

"Dentro de casa é uma competição. Ele não gosta muito de perder, nunca gostou, sempre foi competitivo. Nunca deixou o irmão mais novo vencer (risos). A gente sempre brinca, dá uns arremessos, e quando eu ganho eu zoo ele. Quando ele ganha, ele que zoa", contou Lucas, bem-humorado.

Além da família, George Rodrigues Salles, treinador do Joinville, também é considerado fundamental na recuperação de Vezaro. O técnico foi quem reaproximou o jovem ala do basquete.

"No momento eu tinha ficado deprimido, achei que era o fim da minha carreira, não pensava mais no basquete. Mas senti saudades, e pedi para o técnico para bater uma bola, treinar uns arremessos. Voltei a gostar. Treinei muito", contou o ala, natural de Joinville.

Livre da doença, Vezaro agora tem novas metas na vida. Além do título da Liga Ouro e a consequente vaga para o NBB, homenagear mais uma pessoa especial é uma delas.

"Estou estudando fisioterapia, que nem o meu pai. Quero me formar nessa área", projetou.

O jogo contra o Botafogo é uma possível prévia das semifinais da Liga Ouro, já que os cariocas estão em segundo, enquanto o Joinville aparece em terceiro. Depois de superar o câncer, Vezaro agora se concentra em superar os rivais.

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