Basquete

Como "maior decepção da história da NBA" tenta recomeçar no basquete

Getty Images
Oden ficou cinco temporadas no Portland Trail Blazers Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

20/07/2017 04h00

Em 2007, Greg Oden foi o primeiro jogador escolhido no draft da NBA. Entre outros, deixou para trás Kevin Durant, o destaque das finais da última temporada. Mas com uma série de lesões graves no joelho, o pivô não conseguiu se tornar a estrela que todos imaginaram. Em uma entrevista à "ESPN" norte-americana, ele mesmo chegou a se classificar como "a maior decepção da história da NBA".

Atualmente, aos 29 anos, ele tenta terminar a faculdade que começou, trabalha como assistente-técnico e até sonha em jogar mais basquete, mas seu corpo não ajuda.

A última tentativa de Oden como jogador foi em 2015. Ajudado por Jake Diebler, coordenador de vídeo da Universidade de Ohio, o pivô de 2,13m de altura fez um treino personalizado. As sessões duravam a metade do normal e focavam em saltos e arremessos, já que os joelhos de Oden não lhe permitiam movimentações mais intensas com segurança.

Treinou com Charlotte Hornets e Dallas Mavericks, mas não recebeu nenhuma proposta dos times da NBA. Pouco depois, em agosto de 2015, quem o procurou foi o Jiangsu Dragons, da liga chinesa. E ele aceitou.

Uma lesão na mão na pré-temporada quase fez os velhos fantasmas das lesões voltarem, mas Oden se recuperou e disputou 25 jogos do campeonato, com média de 13 pontos, 12 rebotes e duas interceptações. Mais que os números, o pivô comemorou o fato de jogar basquete novamente, mesmo que isso significasse sua última experiência profissional.

As graves lesões no joelho dão permanentes sinais de que Oden não deve voltar às quadras. Somam-se a isso as dores nas pernas, no quadril e nas costas que o alertam com frequência. Mesmo assim, o ex-pivô do Portland Trail Blazers arrisca algumas corridas e alguns movimentos em quadra.

A experiência na China faz com que ele alimente ainda o sonho de jogar novamente. Tanto que ele está inscrito em um time para a disputa de um torneio de verão, mas sua presença ainda é duvidosa. Para ficar perto do basquete, Oden trabalha como auxiliar-técnico da Universidade de Ohio, pela qual despontou antes de ir para a NBA.

Se em seu único ano no time universitário ele terminou a temporada como uma estrela, com dificuldade para assistir às aulas devido ao grande assédio, ele agora passa quase despercebido entre os alunos. São mais dois anos pela frente até se formar e Oden está focado. Só as quadras parecem ter o poder de interromper os estudos novamente.

Na vida pessoal, Greg Oden está noivo e tem uma filha de nove meses. "Eu só quero ser um bom exemplo para minha noiva e para minha filha", disse ele recentemente à “ESPN” norte-americana. Ficaram no passado a agressão à ex-namorada, que lhe rendeu uma condenação cumprida em liberdade condicional, e o alto consumo de analgésicos e bebida.

“Cheguei ao ponto em que tomava tanto remédio e álcool que, mesmo que eu não quisesse mais, precisava deles para dormir”, admitiu. Daquele tempo, restaram algumas coisas boas para Greg Oden: a experiência na NBA, boa parte dos US$ 24 milhões que ganhou e a paixão pelo basquete, essa ainda bem viva. Tanto que ele até cogita ser treinador ou comentarista, tudo para se manter perto do esporte.

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