Basquete

Doença rara tirou pivô da NBA. Hoje, brilha na China e sonha com ida à Liga

Mike Ehrmann/Getty Images
Pivô americano Isaiah Austin assiste ao jogo da Universidade de Baylor Imagem: Mike Ehrmann/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

10/09/2017 04h00

Depois de dois anos se destacando pela Universidade de Baylor, o jovem pivô americano Isaiah Austin ficou sabendo que não poderia mais jogar basquete ao ser diagnosticado com Síndrome de Marfan, desordem rara no tecido conjuntivo, e teve de retirar seu nome do Draft de 2014 da NBA. Hoje, três anos após ser homenageado pela liga profissional americana, o jogador de 23 anos de idade se destaca na China e sonha com retorno ao seu país.

A Síndrome de Marfan é identificada em um a cada 5 mil indivíduos, e costuma afetar pessoas altas – é o caso de Austin, que mede 2,16m. É caracterizada por membros anormalmente longos e provoca alterações nas válvulas cardíacas e dilatação na aorta. Por isso, é perigosa para atletas profissionais.

Austin foi diagnosticado com a condição em junho de 2014, quando se preparava para o Draft da NBA como badalado prospecto, já que tinha apresentado médias de 11,2 pontos, 5,5 rebotes e 3,1 tocos em 28 minutos por exibição pela Universidade de Baylor na temporada 2013/2014. O risco ao seu coração fez com que o jogador declarasse que não jogaria mais basquete profissionalmente.

Como restavam apenas poucas semanas para o Draft, a NBA se sensibilizou com a situação de Austin e resolveu homenageá-lo. Entre as escolhas 15 e 16 do recrutamento de calouros daquele ano, Adam Silver, comissário da liga, convocou o pivô para o palco em cerimônia para simular a realização do sonho do jogador, que havia trabalhado para ser draftado.

O atleta também foi homenageado pela 2K, produtora do game oficial da NBA, que o adicionou à lista de agentes livres do jogo. Se aquele parecia o capítulo final da história de Austin nas quadras, o jogador nunca desistiu do basquete. Após a homenagem, o pivô trabalhou em silêncio para regularizar sua situação cardíaca até que, no dia 30 de novembro do ano passado, foi liberado pelos médicos para retornar ao esporte de alto desempenho.

Rapidamente, Austin despertou interesse de clubes europeus. No dia 7 de janeiro deste, o jovem assinou seu primeiro contrato profissional e se tornou jogador do FMP, da Sérvia. Oito dias depois, estreou registrando nove pontos e quatro rebotes na vitória por 92 a 85 sobre o Mornar Bar.

Austin ficou no FPM até o fim da temporada 2016/2017. Disputou 21 jogos pelo clube, sendo titular em dois deles, e apresentou médias de 8,2 pontos, 3,6 rebotes e um toco em 16,2 minutos por exibição. O primeiro passo rumo à volta por cima estava dado.

Agora, Austin está de casa nova na temporada 2017/2018. O pivô se mudou para a China, destino comum para jogadores americanos que não conseguem vaga na NBA. Jogando pelo Guangxi Rhinos, da segunda divisão do país, o jogador tem as impressionantes médias de 34,6 pontos, 13,4 rebotes e 4,3 tocos em 45,1 minutos por exibição nas primeiras 16 partidas que fez pelo clube.

A história de Austin fica ainda mais impressionante quando se sabe que o atleta é cego do olho direito, condição decorrente de um descolamento de retina ocorrido quando ainda estava no colegial. Mesmo assim, seu desempenho em quadra fez com que ele conseguisse esconder o problema dos colegas até janeiro de 2014, um ano e meio depois de ter começado sua trajetória no basquete universitário americano.

Austin superou a Síndrome de Marfan. Superou a cegueira parcial. Agora, para a volta por cima ficar completa, só falta a ida para a NBA.

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