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Ex-soldado é aliado para LeBron ficar inteiro em NBA cheia de lesões

Christian Petersen/Getty Images
LeBron James se aquece antes de jogo do Cleveland contra o Phoenix Suns Imagem: Christian Petersen/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

06/04/2018 04h00

Aos 33 anos de idade, LeBron James pode disputar os 82 jogos da temporada regular da NBA pela primeira vez em sua carreira na liga profissional americana, que começou em outubro de 2003. Em um campeonato em que até jovens estrelas sofrem com lesões, o ala do Cleveland Cavaliers conta, para se manter inteiro, com a ajuda de um soldado que recorreu à biomedicina para se recuperar de problema no pescoço contraído em sua trajetória como militar.

Parte relevante dos times que disputarão os playoffs sofre para manter seus astros saudáveis. Atual campeão, o Golden State Warriors deve começar sua trajetória na pós-temporada sem Stephen Curry, armador de 30 anos de idade. O Boston Celtics terá de se virar sem seus dois principais reforços para a temporada: Kyrie Irving, de 26 anos, e Gordon Hayward, de 28. E o San Antonio Spurs tenta sobreviver à ausência de Kawhi Leonard, de 26 anos, um ano após o ala terminar a votação para o melhor jogador da temporada na terceira colocação.

As temporadas de 82 jogos são constantemente tema de discussão entre franquias e liga pelo desgaste, potencializado pela evolução dos corpos dos jogadores e a constante exigência física das partidas. Para esse campeonato, por exemplo, foram reduzidas as datas para amistosos de pré-temporada. Com isso, foi possível elaborar um calendário mais espalhado, com menos jogos em noites seguidas e sem sequências de quatro jogos em cinco noites.

Mesmo assim, ainda existe quem culpe a maratona de jogos pelo alto número de lesões em jogadores da NBA. Por isso, em 2015, quando LeBron começou a sentir dores decorrentes de um problema nas costas, era possível imaginar que seu auge já havia ficado para trás – ao menos fisicamente, parte do jogo em que o ala é mais dominante.

Antes de LeBron, vários jogadores tiveram a curva descendente acentuada após sofrerem com dores nas costas – casos de Larry Bird e Stehe Nash, dois dos maiores jogadores da história da NBA. Mas o ala dos Cavaliers não estava disposto a se entregar.

De acordo com reportagem da emissora americana “ESPN”, LeBron, decidido a se manter no auge, procurou um especialista para livrá-lo das dores nas costas. Foi assim que o astro encontrou Donnie Raimon, biomecânico que havia usado a ciência para se curar de problema no pescoço.

Raimon integrou unidade do exército americano especializada em operações no mar, no ar e na terra. Após lesionar o pescoço em salto de paraquedas, passou a conviver rotineiramente com dores que os médicos militares não conseguiam resolver. Por isso, resolveu apelar à biomedicina por conta própria.

LeBron chegou ao ex-soldado após a temporada 2014/2015, quando teve de jogar duas vezes sob o efeito de injeções analgésicas e registrou apenas 88 enterradas durante o campeonato, marca mais baixa de sua carreira. A resposta foi tão positiva que o ala contratou Raimon em tempo integral, e o biomédico se mudou para Cleveland para poder ficar perto do astro.

Grande parte do trabalho preventivo acontece antes de treinos e jogos. Raimon tem acesso integral ao ambiente dos Cavaliers, e submete LeBron a trabalhos pesados quando possível. Alguns destes treinos já viralizaram em redes sociais.

A parceria com Raimon é mais uma parte do cuidado que LeBron toma com seu corpo. Segundo Maverick Carter, seu amigo de infância e sócio, o ala investe cerca de R$ 5 milhões por ano em câmeras hiperbáricas, crioterapia e outros equipamentos para se manter saudável.

O resultado é visível em quadra. LeBron tem médias de 27,4 pontos por exibição, sua marca mais alta desde a temporada 2009/2010, além de 9,1 pontos e 8,7 rebotes, seus recordes pessoais, em 37,2 minutos por exibição. Em uma temporada em que até jovens sofrem com problemas físicos, o veterano continua sobrando. 

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