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  11/10/2005 - 13h41
CBB veta jogadores de times "rebeldes" na seleção brasileira

Lello Lopes
Em São Paulo

O Brasil se coloca na condição de um dos favoritos ao título do Campeonato Mundial de basquete em 2006, tanto no masculino (no Japão) quanto no feminino (em casa). Mas não vai poder contar com força máxima. Nesta terça-feira, em São Paulo, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) informou que nenhum atleta que disputar a Nossa Liga de Basquete (NLB), campeonato dissidente criado por Oscar, vai ser convocado para defender a seleção brasileira, aumentando ainda mais o racha no esporte.

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Presidente da CBB, Grego diz que jogadores da NLB não serão chamados para a seleção
"A Fiba (Federação Internacional de Basquete) não permite que jogadores que estejam em competições que não são reconhecidas (caso da NLB) estejam na seleção. A CBB apenas segue a determinação da Fiba. A NBA, muitos anos atrás, também não participava das Olimpíadas e Mundiais porque não era oficial. Então, eles tiveram que se enquadrar para poder disputar competições oficiais", justificou Gerasime Bozikis, o Grego, presidente da CBB.

O dirigente, inclusive, usou o exemplo de 'rival' Oscar para ilustrar a situação. "O Oscar, em sua carreira de jogador, fez uma opção de não ir para a NBA para poder jogar pela seleção. Agora estamos vivendo a mesma situação."

Em nota oficial, a NLB contesta a versão da CBB. "No Brasil os clubes e seus atletas são filiados às federações estaduais, estas são ligadas à CBB, que por fim é vinculada à Fiba. Os clubes que fazem parte da NLB e os seus atletas são filiados às federações dos seus estados e consequentemente ao Sistema Federal Desportivo, o que os torna vinculados legalmente à Fiba", diz a entidade.

O técnico da seleção masculina, Lula Ferreira, afirma que a impossibilidade de contar com os jogadores das 18 equipes que vão disputar a NLB não vai prejudicar a seleção.

"Você pode convocar todos os jogadores que tecnicamente estejam aptos a defender a seleção brasileira, mas que não tenham nenhum impedimento legal. Sempre foi assim, não é nenhuma novidade. Se ele não tiver legalidade eu posso convocar, mas ele não pode jogar. Isso não vai atrapalhar", disse Lula.

Da seleção que conquistou o título da Copa América, em setembro, apenas um defendia um time da NLB: Marcelinho, da Telemar. Entretanto, o jogador já deixou a equipe. Ele vai disputar o próximo Nacional pelo Unitri/Uberlândia.

"Temos um universo de 20 atletas (convocáveis para a seleção) e neste momento não vejo nenhum, ou apenas um, na outra liga. Se tiver uma estrela (na NLB) vamos lamentar muito a não convocação, mas neste momento não temos problema", analisa Grego.

A decisão de vetar a participação dos atletas da NLB na seleção é mais um round da briga entre a CBB e a liga presidida por Oscar. Na semana passada, a Confederação confirmou que nenhum clube que disputasse a NLB poderia participar também do Nacional masculino de basquete, que começa em dezembro.

Alguns clubes ameaçaram entrar na Justiça para garantir participação nos dois torneios, usando como base os regulamentos dos campeonatos estaduais, que servem de classificatório para o Nacional. A CBB não teme uma batalha judicial. "O Nacional vai continuar sendo disputado sem ter problemas jurídicos. Quem fala não faz", afirma Grego.

Na semana passada, a NLB divulgou a tabela e a fórmula de disputa de seu primeiro campeonato. O torneio, que segue os moldes da NBA e do Campeonato Italiano, terá 18 equipes e começará no dia 25 de outubro. Já o Nacional masculino, em sua 17ª edição, só começará em dezembro. O número de participantes e a fórmula de disputa ainda não foram definidas.


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