UOL Esporte Basquete
 
29/07/2009 - 07h04

Helen planeja encabeçar retorno de jogadoras brasileiras ao país

Daniel Neves
Em Barueri (SP)
Aos 36 anos, a ala-armadora Helen ainda está longe de pensar em aposentadoria. Além de retornar à seleção brasileira, que disputará a Copa América feminina, ela também planeja voltar a brilhar em algum clube do país. A veterana jogadora quer jogar novamente o Campeonato Nacional feminino e espera encabeçar um movimento de retorno de atletas que atuam no exterior.
"Quero encerrar minha carreira aqui. É um projeto que tenho discutido muito com a minha família. Não sei se disputarei uma ou duas temporadas, mas é certo que voltarei a jogar no Brasil", disse Helen.

Com seis títulos brasileiros no currículo, Helen não atua por um clube do país desde 2002, quando foi vice-campeã nacional com o Americana. Desde então, passou por seis temporadas no basquete espanhol, além de defender o Washington Mystics em três edições da WNBA.

Mas o retorno de Helen deverá ocorrer apenas no ano que vem. Após a Copa América, a ala-armadora pretende voltar à Espanha e cumprir seu contrato com o Hondarriba Irun. Ao término do vínculo, em maio, a jogadora analisará as propostas e definirá por qual clube brasileiro atuará.

"Fiquei sabendo que tem muita gente interessada em investir no basquete feminino. Este é um momento de retomada da modalidade no país e espero contribuir da minha maneira, que é dentro de quadra. Espero que apareçam mais times por aí", comentou Helen.

Parte desta contribuição é servir de incentivo a outras jogadoras que desejam voltar ao país. A ala-armadora acredita que o seu retorno e o de outras atletas que atuam no exterior podem fazer com que o basquete feminino ganhe em visibilidade e passe a atrair investidores, como ocorre no masculino.

"Não sou só eu, mas tem outras meninas querendo voltar. E, se você repatriar as atletas, dá incentivo para que as empresas invistam no basquete feminino", disse a jogadora, que também espera um maior empenho da Confederação Brasileira de Basquete e dos clubes para que a modalidade possa crescer no país. "Esse incentivo também depende da organização que o campeonato pode apresentar, pois tem muita gente bacana querendo investir".

Helen elogiou os resultados da primeira edição do Novo Basquete Brasil (NBB). Organizada pelos clubes, a competição substituiu o Nacional masculino e, de acordo com os times, trouxe um grande retorno aos patrocinadores. A ala-armadora, porém, acredita que caminho para o basquete feminino apresenta desafios maiores.

"É mais fácil fazer uma competição masculina, pois tem muita gente fazendo basquete. No feminino, temos poucas equipes e menos praticantes nas escolas", comentou Helen. "Mas isso não invalida o trabalho feito pelo NBB, que mostrou que o basquete ainda tem muita força no país".

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