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Prata na Olimpíada, ele perdeu R$ 800 mil em drogas e renasceu em mercadão

Reprodução/Twitter
Faustino Reyes, boxeador espanhol que ganhou a prata na Olimpíada de 2000 Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

28/07/2017 04h00

Faustino Reyes foi um fenômeno na adolescência. Aos 17 anos, com vários títulos amadores no currículo, ele disputou a Olimpíada de Barcelona e não foi um mero coadjuvante: conquistou a prata e se tornou o homem mais jovem da Espanha a conquistar uma medalha olímpica. As drogas, no entanto, o tiraram do rumo. Ele perdeu quase tudo.

“Deus apertou meu pescoço, mas não me afogou. Hoje estou limpo”, resume ele ao “El Mundo”.

Por culpa das drogas, Reyes encerrou a carreira rapidamente. Campeão espanhol em 1995, ele brigou com o treinador pouco depois e acabou ficando fora da Olimpíada de Atlanta, no ano seguinte. Não se adaptou ao time de boxe em Madri. “E aí me perdi”.

Entre premiação e patrocínio, Reyes havia faturado 240 mil euros (cerca de R$ 800 mil). Gastou tudo. Até os 24 mil euros (aproximadamente R$ 80 mil) da medalha de prata foram “torrados” pelo espanhol.

Renascimento no mercadão

Reyes, então, ficou internado em uma clínica de reabilitação na França e diz que se livrou das drogas. Com a vida de atleta no passado, começou a trabalhar com azeitonas e laranjas. O próximo passo foi ajudar um primo no mercado municipal de Marchena.

Mas o boxe ainda é uma esperança para ele, que teve uma escolinha da modalidade por dois anos. O espanhol aguarda um chamado da federação local para dar palestras e cursos para jovens atletas. Espera usar sua experiência não só de atleta, mas de vida, para ajudar novos valores do esporte.

Histórias curiosas também não faltam para Reyes. Na Olimpíada de 1992, ele estava tão ansioso antes da final que se esqueceu de levar dois equipamentos básicos: a sapatilha e o protetor bucal. Precisou pedir emprestado para o cubano Juan Carlos Lemus, campeão na categoria até 71 kg.

“Lutei a final dos Jogos com uma sapatilha que era dois números maior que a minha”, recordou ele. O protetor bucal ele lavou com água sanitária, conta. Sinais claros de ansiedade em um adolescente que estava fazendo história e mal sabia que enfrentaria batalhas mais duras anos depois.

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