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Quem é o campeão mundial de boxe que reuniu 243 mil pessoas em três lutas

Andrew Couldridge/Reuters
Anthony Joshua vence Joseph Parker e unifica cinturões dos pesos pesados Imagem: Andrew Couldridge/Reuters

Thiago Rocha

Do UOL, em São Paulo

05/04/2018 04h00

Não soa exagerado afirmar que Anthony Joshua é o "boxeador das multidões". As três lutas que disputou nos últimos 11 meses, todas em estádios, reuniu 243 mil pessoas nas arquibancadas. No sábado passado (31), diante de 78 mil espectadores no Principality Stadium, no País de Gales, o inglês venceu o neozelandês Joseph Parker por pontos e unificou quatro cinturões mundiais dos pesos-pesados.

O montante equivale a público de 81 mil por combate, quase cinco vezes mais do que a média do Campeonato Brasileiro passado, de quase 16 mil pagantes por jogo. Supera também os 79.025 torcedores por partida registrados em jogos do Burussia Dortmund, da Alemanha, o clube que lota estádios na Europa, na temporada 2016/17.

Também como comparação: o maior público registrado em eventos do UFC, principal “rival” do boxe na preferência dos fãs de lutas, ocorreu na edição 193, em Melbourne, na Austrália, com as 56.214 pessoas que foram ao Ettihad Stadium e assistiram à primeira derrota da carreira da norte-americana Ronda Rousey, nocauteada pela compatriota Holly Holm, em novembro de 2015.

Números impressionantes, mas compatíveis a um lutador de cartel impecável: 21 vitórias em 21 combates, 20 deles por nocaute, um deles aplicado em um brasileiro: Raphael Zumbano, primo do legendário Éder Jofre, derrubado no segundo assalto, em maio de 2015, na cidade inglesa de Birmingham.

Filho de nigerianos que imigraram para a Inglaterra nos anos 1980, Joshua começou “tarde” no boxe, aos 18 anos. Na escola, destacou-se no futebol e como velocista no atletismo, mas optou por trajetória esportiva nos ringues. Vice-campeão mundial amador, em 2011, e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano seguinte, ele é, aos 28 anos, o nome da vez em uma categoria tratada como sagrada pelo boxe britânico: a dos pesados.

A explosão de popularidade se consolidou a partir de abril de 2017, quando ele aposentou o ucraniano Wladimir Klitschko, ex-campeão mundial, com um nocaute no 11º assalto, levando 90 mil pessoas ao delírio no Estádio de Wembley, em Londres. Seis meses depois, mais uma vitória, agora sobre o francês Carlos Takam, para 78 mil espectadores no País de Gales.

Anthony Joshua é o campeão dos pesos-pesados em três das quatro mais conceituadas entidades do boxe: Associação Mundial (WBA, sigla em inglês), Federação Internacional (IBF) e Organização Mundial (WBO) – ele detém também o da Organização Internacional (IBO), de menor qualificação. O próximo objetivo é capturar o cinturão que lhe falta nessa escala de grandeza, o do Conselho Mundial (WBC), atualmente nas mãos do norte-americano Deontay Wilder.

Futura trilogia?

O inevitável embate entre eles tem potencial para virar uma grande rivalidade, com dois ou três combates (ou mais, a depender do apetite do público e dos promotores de eventos), já que Wilder também ostenta cartel invicto – 40 vitórias, 39 por nocaute. Se vencer, Anthony Joshua se tornaria o primeiro britânico desde Lennox Lewis a unificar os cinturões mundiais mais valiosos da categoria.

Ambos já sinalizaram interesse na superluta, vislumbrada para o fim deste ano, provavelmente em estádio. “A janela para esse combate é 2018, caso contrário corremos risco de não realizar uma luta de unificação. Anthony quer a luta e está muito confiante que acontecerá”, disse Eddie Hearn, promotor de Joshua, ao canal britânico Sky Sports.

Ao que tudo indica, Anthony Joshua lotará mais um estádio em breve.

AFP PHOTO / Timothy A. CLARY
Deontay Wilder: superluta com Joshua poderá ocorrer em 2018 Imagem: AFP PHOTO / Timothy A. CLARY

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