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Nivalter 'cresce' 9kg em 4 anos para alcançar europeus e buscar pódio em 2012

Ricardo Nogueira/Folha Imagem
Nivalter Santos foi campeão mundial universitário na prova C1 200m, em agosto Imagem: Ricardo Nogueira/Folha Imagem

Maurício Dehò

Em São Paulo

20/09/2010 07h00

A canoagem brasileira vem crescendo em termos de resultado nas provas de velocidade, mas ainda encontra obstáculos para atingir o nível dos europeus, por exemplo. Em busca dessa diferença, Nivalter dos Santos, maior estrela da modalidade no país, tem feito um trabalho forte na parte física, que já totalizou um ganho de 9 kg de músculos em quatro anos de treinos.

'Não adianta músculos se não tiver cabeça'

  • Divulgação

    UOL Esporte - Qual a importância deste trabalho para ganhar massa muscular?
    Nivalter: Quando eu comecei, competia com 72 kg, como no Sul-Americano de 2006, mas agora estou pesando 81 kg. O negócio é ganhar força, mas também se concentrar na técnica. Mas o principal não é altura e peso, é a cabeça do atleta. Se você tem 10 metros de altura, mas uma cabecinha de ovo, não vai chegar a lugar algum.

    Houve mudanças com o fato de treinar no Rio?
    Teve sim, as condições são melhores. Em São Vicente (SP) não tinha os pesos de que eu precisava para treinar certinho. Então, cheguei bem na Europa, bem forte, e consegui um bom resultado.

    Quais as metas para o futuro?
    Temos que investir agora para chegar bem em Londres e em 2016 com boas chances de medalha, e não só pensado em disputar semifinais e finais B.

A importância do trabalho específico para aumentar sua força é relacionada a uma vantagem natural dos rivais do Velho Continente, que geralmente são mais altos e possuem envergadura maior, beneficiando a remada. Com isso, o canoísta passou a realizar um trabalho conjunto de musculação e ciência do esporte para otimizar sua evolução. Em agosto, Nivalter conquistou o título do mundial universitário na prova C1 200m e pouco antes foi quinto no Mundial.

Sergipano de apenas 23 anos, ele conta que em suas primeiras competições, em 2006, seu peso era de cerca de 72 kg. Com o reforço na parte muscular, compete com 81 kg atualmente, evolução acompanhada da melhora também dos resultados do medalhista de bronze no Pan do Rio-2007.

“Temos uma certa desvantagem para os europeus, que são muito altos e conseguem colocar o remo bem mais longe”, explica o técnico da seleção Pedro Sena. “Por meio da ciência do esporte e da musculação, conseguimos aumentar sua força para melhorar a falta de amplitude de remada. Ele tem um biótipo muito bom, então a tendência é ficar cada vez mais forte.”

O trabalho de ciência do esporte é feito em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro. Nivalter e mais três atletas tem acompanhamento de médicos e biomecânicos, que controlam detalhes de dados relacionados à performance na canoa e também de saúde, como no estudo dos níveis sanguíneos.

Fora o usual trabalho de vídeo com Sena, nas sessões com o COB eles realizam exercícios supervisionados em máquinas, para que se avalie os movimentos da parte técnica, que precisam ser feitos com a maior precisão possível para uma melhora nos tempos conseguidos em competição.

CANOAGEM EM EVOLUÇÃO

Apesar de ainda buscar grandes resultados, a canoagem tem mostrado evolução. No Mundial da Polônia, faturou bronze no C2 500m - não-olímpico -, com Camila Conceição e Luciana Costa. No C1 200m, recentemente incluída no programa olímpico, teve Valdenice Conceição em quarto. Até entre os paraolímpicos o resultado surgiu, com o título do ex-BBB Fernando Fernandes no K1 A 200m.

“Desde 2009 o Nivalter está sendo monitorado e isso está ajudando bastante. Agora, por exemplo, fizemos um controle e iremos para treinos na altitude. Na volta, passamos por outra avaliação para estudar o resultado e saber como melhorar a cada nova fase de preparação”, disse o técnico.

Além disso, toda a parte de musculação é voltada para que o atleta ganhe massa muscular e possa ter mais força na hora de competir. O programa é voltado especificamente à preparação em alto nível, com a particularidade de ser voltado com mais intensidade aos membros superiores, devido ao esforço necessário para a remada.

“O Nivalter tem apenas 23 anos e é um atleta que vem crescendo muito, que começou aos 17 anos, sem base alguma. Todo este tempo ele vem ganhando experiência e resistência”, acrescentou Sena, para concluir. “Acredito que ele estará muito bem preparado para Londres e em seu ápice no Rio-2016. Ele mostrou que está entre os melhores e já vem provando isso com bons resultados em vários campeonatos.”

Residente em São Vicente, Nivalter comemora ainda a oportunidade de estar treinando no Rio de Janeiro. Ele deve se mudar para a capital fluminense, onde tem melhor infraestrutura para os treinos, além do fato de contar com uma equipe maior da seleção acompanhando a preparação.
 

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