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'Maior bad boy do esporte' se dopou, usou drogas, roubou e fugiu da polícia

Reprodução/Twitter
Aitor González: do título em 2002 a uma série de problemas Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

02/11/2016 06h00

Imagine um “esportista problema”. Multiplique por dez. Esse é Aitor González, de 41 anos, campeão em 2002 da Volta da Espanha, uma das mais tradicionais provas de estrada do ciclismo. O título que poderia levar sua carreira a outro patamar, no entanto, marcou o começo de sua derrocada.

Quando conquistou a Volta da Espanha, González tinha 27 anos, era apontado como um ciclista promissor e com muito a evoluir. Não à toa, foi contratado por dois anos pela Fassa Bartolo, uma forte equipe italiana que competiu durante seis anos em alto nível. O espanhol, no entanto, nunca deu o retorno esperado. Venceu duas etapas das três grandes voltas e só.

Apesar de sua fama de festeiro e apreciador da noite, González acertou com a equipe Euskatel em 2005. Mostrou estar em melhor forma e venceu a Volta à Suíça. Pouco depois, porém, o ciclista testou positivo para esteroides anabolizantes presentes em um complexo vitamínico. Ele alegou que o produto não indicava a presença dessas substâncias e começou uma batalha para provar sua inocência.

González gastou cerca de 120 mil euros em todo o processo. A federação espanhola comprovou que o argumento do ciclista era válido, mas o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) o puniu com dois anos de suspensão alegando “negligência ao consumir um produto duvidoso, prescrito por um médico ocasional e comprado em uma academia”. Essa decisão final só saiu em 2007, quando o espanhol já estava cada vez mais distante do esporte.

No mesmo ano, ele foi condenado por dirigir perigosamente. Exame de sangue feito pela polícia detectou álcool e cocaína em seu organismo. Meses depois, acabou preso por agredir um gerente e um funcionário ao cobrar uma suposta dívida. Acompanhado de conhecidos, ele partiu para cima das vítimas.

Continuaram as festas e algumas pequenas polêmicas até outro capítulo típico de um filme policial. Em 2011, González foi apontado como parte de um esquema que fraudava bancos. Quando a polícia foi executar sua prisão, ele fugiu. Correu para longe de sua casa, onde as autoridades encontraram provas que o incriminavam. Foi mais uma vez preso.

Recentemente, Aitor González parecia ter sossegado. As confusões (pelo menos as grandes) deixaram de fazer parte de sua rotina. Mas nos últimos dias, nova polêmica: ele foi acusado de roubar uma loja de celulares. O espanhol negou o crime, mas seu argumento não parece ter convencido a polícia.

O ex-ciclista alega que o homem responsável pelo roubo vestia uma roupa parecida com a sua e eles haviam se conhecido rapidamente no mesmo dia. Contou, ainda, que só os dois estavam no local no momento do crime, mas que o verdadeiro ladrão fugiu pouco antes de a polícia chegar, quando só ele ainda estava lá.

“Eu estava bebendo com uns amigos e um homem que se vestia igual a mim quebrou a vitrine. Tenho 41 anos e estou velho para começar a fazer essas coisas. As acusações são falsas”, declarou Aitor González, cujo histórico não deve facilitar sua defesa em mais um caso de polícia.

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