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Triste ver Maracanã como palco de parte do festival nacional de tolices

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Claudio Zaidan
Claudio Zaidan

Claudio Zaidan é radialista há 44 anos. Em São Paulo, trabalhou nas rádios Jovem Pan e Trianon. Entrou na Rádio Bandeirantes em 1994, onde ficou por cinco anos. Voltou para Bandeirantes em 2001, onde atualmente é comentarista.

19/02/2019 04h00

Desfigurado, lançado ao lugar-comum, o Maracanã ainda tem de se conceder para ser palco de parte do festival nacional de tolices, incompetências e anomia. Havia alguma esperança de que, no campo, Vasco e Fluminense resgatassem a extraordinária história do estádio e a da Taça Guanabara.

Lá estavam materializadas as boas ideias dos técnicos Alberto Valentim e Fernando Diniz; lá estava a grandeza formidável dos dois clubes. Mas também no gramado o futebol era desfigurado e lançado ao lugar-comum.

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O jogo foi ruim, ou seja, foi parecido com tantos outros que temos visto, dia após dia, nos gramados brasileiros; como foi ruim o clássico de Belo Horizonte, e o do Recife, e o de São Paulo.

Poucos gols, raras jogadas de qualidade e nada de craques; eis o que temos visto.

Seria normal, talvez irremediável, se a mediocridade destes tempos não fosse, ao fim, a quase negação da história do futebol brasileiro, a saber: história de talentos fenomenais que se tornaram emblema e referência no imaginário mundial.

Não é normal.

Felizmente, porém, é remediável, desde que, é claro, o futebol forme seus antídotos contra as tolices e incompetências que se alastram para muito além do Maracanã.

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