COPA 2002

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   05h22 - 12/06/2002

Cai outra favorita: Argentina está fora da Copa

Da Redação
Em São Paulo

Ontem, foi a França. Nesta quarta-feira, a outra grande favorita ao título da Copa de 2002 caiu. A Argentina empatou com a Suécia em 1 a 1 e, com um empate e uma vitória em três jogos, terminou na terceira posição no Grupo F, o "Grupo da Morte" e não se classificou às oitavas-de-final.

A Suécia terminou como a campeã do "Grupo da Morte" com cinco pontos. A equipe levou vantagem sobre a Inglaterra, que ficou no 0 a 0 com a Nigéria nesta quarta, no saldo de gols. Nas oitavas-de-final, a Suécia vai enfrentar a seleção de Senegal, segunda colocada do Grupo F.

É a pior campanha da seleção argentina desde a Copa de 62, quando o time foi eliminado na primeira fase. É a quarta vez -além de 62, 1958 e 1934- que a Argentina cai na fase inicial.

Após bater a Nigéria na primeira partida por 1 a 0, a Argentina perdeu da Inglaterra pelo mesmo placar. Nesta quarta, teria de vencer a seleção sueca para avançar. Atacou, dominou o jogo, mostrou muita força de vontade, mas não conseguiu.

A Argentina havia chegado à Copa apontada como a grande favorita ao título, ao lado da França. Além de possuír uma lista enorme de craques consagrados, a Argentina fez excelente campanha nas eliminatórias.

Pode-se apontar dois destaques negativos no time argentino: o atacante Batistuta, que pouco fez na partida contra a Suécia e nas outras e, principalmente, o técnico Marcelo Bielsa, que alterou e desfigurou o time ao longo da competição. As alterações do técnico não tiveram resultado.

Batistuta, após a partida, chorou copiosamente. Ele havia anunciado que se aposentaria da seleção após o Mundial. Além de Batistuta, Crespo e Cláudio López também choraram.

O jogo
O técnico Marcelo Bielsa, que fazia mistério quanto à escalação da Argentina, surpreendeu ao sacar do time além de Verón -o que já parecia claro após os treinos desta semana-, também Simeone e Placente. O meio argentino atuou com Zanetti, Almeyda, Aimar, Ortega e Sorín. Na defesa, Chamot ganhou o lugar de Placente.

Aimar e Almeyda eram os responsáveis por iniciar a jogada. Aimar se destacava, conduzindo a bola, tabelando com Ortega e imprimindo velocidade ao time. Sorín ganhou ainda mais liberdade para atacar. E as mudanças deram certo.

Aos 14min, Aimar cruzou da direita e Sorín cabeceou para excelente defesa do goleiro sueco Hedman. Dois minutos depois, Aimar puxou o contra-ataque e tocou para Cláudio López, que cruzou para Sorín. Desta vez, o meia que se transferiu do Cruzeiro para a Lazio cabeceou para fora.

A Argentina, como de costume, pressionava muito a saída de bola sueca e, assim, conseguia muitos desarmes.

Após um início de jogo relativamente bom, em que chegou a finalizar duas vezes, os suecos passaram a se complicar na saída de bola -principalmente por sentirem a ausência do meia Ljungberg, craque do Arsenal inglês que é o responsável pela ligação entre o meio e o ataque da Suécia. O time europeu não conseguia se articular. E a Argentina se aproveitava para fazer uma intensa pressão.

Os argentinos chegaram com perigo à área sueca aos 28min e aos 30min. Em ambas, após cruzamento da direita (primeiro de Ortega, depois de Aimar), Lopez chutou a gol de primeira. Em ambas, a bola foi para fora.

A decepção argentina era o atacante Gabriel Batistuta, maior artilheiro da história da seleção. Batistuta falhava ao passar, ao tentar o drible e até mesmo no domínio de bola.

A partir dos 30min, a Suécia melhorou em campo e conseguia manter o domínio de bola por mais tempo. A Argentina se enervava e, quando recuperava a posse, errava o passe.

Aos 40min, Larsson recebeu na intermediária argentina. Tentou o drible, mas foi derrubado por Pocchetino. Na cobrança, o sueco chutou na barreira.

A jogada originou um excelente contra-ataque argentino. Almeyda tocou para Ortega, que deixou com Aimar. O jovem meia do Valencia, que tinha ótima atuação, rolou, dentro da área, para Cláudio Lopez. Ele dominou e, com espaço, chutou cruado, mais uma vez para fora.

O lance acordou a Argentina, que voltou a pressionar até o fim do primeiro tempo. Aimar e Ortega tentaram finalizações de fora da área, mas não acertaram.

Para o segundo tempo, a Suécia voltou com mais disposição e equilibrou o jogo. Para fugir da marcação sob pressão argentina, os jogadores suecos apostavam na ligação direta.

Apesar da melhora sueca, os argentinos sempre levavam perigo. Aos 8min, Ortega fez jogada pela direita e cruzou para dentro da pequena área. Batistuta, de frente para o gol, com o goleiro já batido, não alcançou a bola com a cabeça.

Um minuto depois, a Suécia levou bastante perigo em uma cobrança de falta. Anders Svensson chutou forte. A bola, rasteira, passou perto da trave direita de Cavallero.

Aos 14min, o técnico Marcelo Bielsa resolveu tirar Batistuta, que não estava bem, e colocou Crespo em seu lugar. No reinício do jogo após a substituição, a Suécia cobrou falta perigosa e o mesmo Anders Svensson acertou uma cobrança maravilhosa, sem chances de defesa para Cavallero: Suécia 1 a 0.

Após o gol, o técnico Bielsa resolveu mudar o time: colocou Verón no lugar de Almeyda e sacou Sorín para colocar o atacante Kily González.

A Argentina continuou pressionando e passou a apostar ainda mais nos "chuveirinhos". A zaga sueca cortava todos os lances. E o desespero argentino era cada vez maior.

Aos 29min, a Suécia atacou e, após um cruzamento de Svensson, Pochettino quase marcou o gol contra. Um minuto depois, Larsson recebeu lançamento partindo do meio-campo. Como o time argentino inteiro estava no ataque, o sueco foi progredindo e ficaria cara a cara com o goleiro Cavallero se não fosse uma falta violenta de Kily Gonzalez. O árbitro não marcou falta, mas parou o lance para dar cartão amarelo ao sueco. Um erro absurdo.

O jogo passou a ficar extremamente corrido, com as duas equipes atacando em velocidade e desperdiçando ótimas chances para marcar.

A Argentina quase marcou aos 35min, quando Ortega dominou a bola dentro da pequena área e conseguiu finalizar. A bola explodiu em um zagueiro que estava em cima da linha.

Dois minutos depois, o goleiro Hedman fez uma defesa excepcional. Em chute cruzado e forte de Zanetti, o sueco espalmou, com muito reflexo.

Aos 39min, a Suécia quase marcou o segundo gol. Andersson foi lançado no contra-ataque e chutou com força. A bola explodiu na trave.

Aos 42min, a Argentina conseguiu um pênalti. Ortega foi derrubado dentro da área por Jonsson. Ortega partiu para a cobrança, mas errou. No rebote, Crespo marcou o gol de empate da Argentina.

Nos minutos finais, a Argentina sufocou os suecos, mas não conseguiu fazer o gol da classificação.

SUÉCIA
Magnus Hedman; Olof Mellberg, Johan Mjallby, Andreas Jakobsson, Teddy Lucic; Niclas Alexandersson, Tobias Linderoth, Anders Svensson (Mattias Jonsson), Magnus Svensson; Marcus Allback (Andreas Andersson), Henrik Larsson (Ibrahimovic)

ARGENTINA
Pablo Cavallero; Mauricio Pochettino, José Chamot, Walter Samuel; Javier Zanetti, Matías Almeyda (Juan Sebástian Verón), Juan Pablo Sorín (Kily Gonzalez); Pablo Aimar; Ariel Ortega, Gabriel Batistuta (Hernán Crespo), Cláudio López

Local: Myiagi (Japão)
Árbitro: Ali Bujsaim (EAU)
Auxiliares: Heiner Mueller (ALE) e Michael Ragoonath (TND)
Cartões amarelos: Chamot, González e Almeyda (ARG); M Svensson e Larsson (S)
Cartão vermelho: Caniggia (do banco de reservas)
Gols: Anders Svensson, aos 19min, e Crespo, aos 42min do segundo tempo




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