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Ídolos



Didi

AFP

Nome: 
Valdir Pereira

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Nascimento: 
08/10/1929, no Rio de Janeiro (RJ)

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Peso: 59kg

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Altura: 1,70m

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Clubes: Americano (1945); Lençoense (1945); Madureira (1946); Fluminense (1947 a 1956); Botafogo (1956 a 1958); Real Madrid-ESP (1959 a 1961); Botafogo (1961 e 1962); São Paulo (1963)

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Títulos: Campeonato Carioca (1951/19571961/1962); Copa do Mundo (1958/1962)

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Copas: 2 (1958, 1962)

Didi (1929-2001) pode ser definido pelos dois apelidos que ganhou do escritor Nelson Rodrigues. Era o "Príncipe Etíope", pela rara elegância, beleza e frieza de seu jogo, e a "Mãe dos Pernas-de-Pau", porque com seus passes longos, precisos e geniais transformava atacantes comuns em goleadores implacáveis. Já para a imprensa internacional, Didi, jogador cerebral, cérebro das equipes, era "Mr. Football".

Foi assim que fez a glória de Carlyle, lendário artilheiro do Campeonato Carioca de 1951, único título de Didi em seus quase dez anos de Fluminense. Gênio incompreendido, acusado de dormir em campo, de só jogar quando queria, ele trocaria as Laranjeiras em 1956 pelo Botafogo, na maior transação do futebol brasileiro até então. Um ano depois, já era campeão carioca com a camisa do alvinegro.

Mas foi na seleção brasileira, durante as eliminatórias da Copa de Mundo de 1958, que o meia virou ídolo nacional. Faltavam oito minutos para acabar o jogo contra o Peru, no Maracanã. Persistindo o 0 x 0, a vaga iria para sorteio. Didi cobrou uma falta para o Brasil. Quando o goleiro já via a bola ir passando por cima do travessão, ela caiu de repente, dentro do gol.

Era a "folha-seca", um chute cheio de efeito com a marca registrada de Didi. Depois, veio a consagração internacional. Titular absoluto e líder incontestável da seleção brasileira que venceu o mundial da Suécia, em meio a feras como Pelé, Garrincha e Zito, Didi foi apontado por muitos como o melhor jogador da Copa.

Em 1959, seduzido por uma generosa proposta do Real Madrid, o craque desembarcou na Espanha para formar com Di Stefano e Puskas um meio-campo de sonhos. Não deu certo. Didi não conseguiu superar os desentendimentos que teve com a dupla e voltou desapontado, em 1961, para o Brasil.

A frustração não durou muito. De volta a um Botafogo que tinha metade da seleção brasileira, Didi recuperou seu posto, o prestígio e a capacidade de fazer sonhar. Foi o maestro da conquista do bi carioca em 1961 e 1962 e, mais uma vez, brilhou aos olhos do mundo na seleção nacional que voltou com o caneco do Chile, em 1962.

O canto do cisne viria em 1963. Já tinha parado, quando aceitou um convite para jogar no São Paulo. Não dava mais. Depois de umas poucas partidas, encerrou a carreira. Em 1970, como técnico, conseguiu classificar o Peru para a Copa do Mundo, no México. Devolvia, assim, aos peruanos o que lhes tirara no Maracanã, em 1958 -com o capricho de uma folha seca.

Faleceu em 12 de maio de 2001, após complicações por causa de uma cirurgia em seu aparelho digestivo.

     

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