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Garrincha

EFE

Nome: 
Manuel Francisco dos Santos

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Nascimento: 
28/10/1933, em Pau Grande (RJ)

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Peso: 69kg

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Altura: 1,73m

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Clubes: Botafogo (1953 a 1965); Corinthians (1966 e 1967); Júnior Barranquilla-COL (1967 e 1968); Flamengo (1968 e 1969); Olaria (1972)

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Títulos: Copa do Mundo (1958/1962) ; Campeonato Carioca (1957/1961/1962); Torneio Rio-São Paulo (1962)

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Copas: 3 (1958, 1962, 1966)

Tcheco, inglês ou espanhol. Não importava a nacionalidade do marcador. Para Garrincha (1933-1983), todos eram apenas "joãos". Essa postura não indicava, em absoluto, um traço de arrogância no caráter de um dos maiores jogadores da história do futebol mundial: ele encarava com a mesma postura todos os seus rivais, fossem eles estrelas de suas seleções ou apenas anônimos "beques" de times de várzea de Pau Grande.

Se Pelé personificava a eficiência máxima num jogador de futebol, levando-se em conta o talento e preparo físico, Garrincha é o maior representante do "futebol moleque", em que um drible humilhante provocava entre os torcedores uma euforia até maior do que um gol. Enquanto Pelé é o primeiro representante e símbolo do profissionalismo no futebol brasileiro, Garrincha é o retrato da "época romântica".

Ironicamente, a Seleção Brasileira nunca foi derrotada em partidas em que dois atuaram juntos. Apesar das pernas tortas (a direita para fora e a esquerda para dentro, seis centímetros maior do que a outra), em sua melhor fase não havia zagueiro capaz de marcá-lo. Nem mesmo Nilton Santos, conhecido como a "Enciclopédia do Futebol", o homem que abriu as portas do Botafogo para o ponta-direita, conseguiu detê-lo.

Depois de ter sido dispensado nas peneiras de Fluminense, Vasco e São Cristóvão, já que era considerado "torto" pelos treinadores, Mané fez um teste no alvinigro, em 1953. Na primeira jogada, meteu a bola entre as pernas de Nílton, que saiu de campo e pediu a contratação imediata do atacante. "Melhor jogar com ele do que contra ele", afirmou Nilton Santos na época.

No Botafogo e na Seleção, Garrincha viveu seus melhores momentos entre 1958 e 1962. Era a época em que o alvinegro carioca dividia com o Santos de Pelé a maioria das vagas na Seleção. Convocado para a Copa de 1958, Garrincha começou a competição na reserva do flamenguista Joel. Na terceira partida, os próprios atletas pediram sua escalação: eles sabiam o estrago que Mané poderia provocar numa defesa cheia de "joãos" europeus.

Garrincha estreou contra a União Soviética, que vinha para a partida com fama de ter um "futebol de laboratório". Os soviéticos diziam saber como parar o Brasil. Devem ter perdido a tal fórmula no "laboratório da equipe", já que nos três primeiros minutos de jogo Garrincha já havia humilhado várias vezes a defesa adversária, mandado uma bola na trave e criando a jogada para o primeiro gol de Vavá.

Mas a verdadeira Copa de Garrincha foi a de 1962, no Chile. A Seleção tinha perdido Pelé na segunda partida e precisava vencer os favoritos espanhóis para continuar na briga. Garrincha, que tantos chamavam de irresponsável, assumiu o comando do time. Graças a ele, Amarildo marcou os gols da vitória contra a Espanha, que colocaram o Brasil nas quartas-de-final. Depois, só deu Mané.

Nas quartas-de-final, contra os ingleses, e na semifinal, contra os chilenos, ele fez de tudo: jogou pelo meio, marcou gols de cabeça, gol de falta e até de perna esquerda. Foi expulso, inclusive: aplicou um cômico chute no traseiro do lateral chileno Rojas, que o marcava a pontapés e agarrões. Após uma manobra dos dirigentes brasileiros, o ponta-direita foi liberado para jogar a finalíssima contra a Checoslováquia, com 39 graus de febre.

Mas sua presença foi o bastante para manter a defesa checa acuada e garantir a conquista do bi. Ao voltar da Copa, Garrincha ainda brilhou na campanha que deu ao Botafogo o título de bicampeão carioca, em 1962. Na final, contra o Flamengo, ele marcou dois gols e deu um, de bandeja, a Quarentinha, transformando-se no principal articulador do sonoro 3 x 0. Esse foi, inclusive, o último grande jogo de Garrincha.

Depois dessa partida, infelizmente, transformou-se apenas numa caricatura do craque de outrora. Em 1963, a carreira de Mané entrou em declínio. Problemas nos joelhos começaram a prejudicar os dribles geniais. Para manter o atleta em campo e embolsar gordas cotas de amistosos, os médicos do Botafogo aplicavam sucessivas infiltrações nos joelhos do ponta-direita.

Quando a equipe carioca já havia "sugado" tudo o que podia de Garrincha, negociou o atleta com o Corinthians, no início de 1966. Porém, ele fez poucos jogos pela equipe paulista.

Em 1966, despediu-se da Seleção Brasileira na fracassada campanha da Copa do Mundo na Inglaterra. Mesmo sem condições físicas ideais, foi imposto no time por João Havelange, então presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos). Mas deixou sua marca com um belo gol de falta na partida de estréia, contra a Bulgária, em que o Brasil mesclou duas gerações: a Seleção contava com Garrincha e com o futuro furacão da Copa de 70, Jairzinho.

Em 1968, foi dispensado pelo Atlético Junior, da Colômbia, depois de uma única partida e contratado pelo Flamengo, onde não permaneceu três meses. Encerrou a carreira em 1972, depois de uns poucos jogos pelo Olaria. Além das contusões, um mal maior já tinha consumido o craque: o alcoolismo. Foi ele o responsávele, 1983, pela morte prematura do craque que enlouqueceu estádios e entrou para a história como o maior ponta de todos os tempos do futebol mundial. E um de seus maiores fenômenos.

     

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