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Roberto Carlos

Roberto Carlos da Silva

AFP

Nascimento: 
10/04/1973, em Garça (SP)

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Peso: 67 kg

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Altura: 1,68 m

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Clubes: União São João (1990 a 1992); Palmeiras (1993 a 1995); Inter de Milão-ITA (1995 e 1996); Real Madrid-ESP (1996 a 2006)

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Títulos: Campeonato Paulista (1993, 1994); Campeonato Brasileiro (1993, 1994); Torneio Rio-São Paulo (1993); Campeonato Espanhol (1996, 1997, 2001, 2003); Liga dos Campeões da Europa (1998, 2000, 2002); Mundial Interclubes (1998, 2002); Torneio Pré-Olímpico (1996); Bronze nos Jogos Olímpicos (1996); Copa das Confederações (1997); Copa América (1997, 1999); Copa do Mundo (2002)

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Copas: 3 (1998, 2002 e 2006)

Aos 33 anos, Roberto Carlos disputou sua terceira Copa com uma atuação tão ou mais desastrada que na primeira, em 1998. Fora de campo, teve uma "guerra verbal" via imprensa com Pelé e vangloriou-se do favoritismo do Brasil. Dentro de campo, jogou mal, arriscou chutes de longe quando poderia ter passado para companheiros mais bem colocados.

Mas, pior de tudo, foi sua responsabilidade no lance do gol da França, que eliminou a seleção nas quartas-de-final. No momento em que Zidane cobrou falta na esquerda, Roberto Carlos empacou na linha da área para arrumar uma de suas meias em vez de acompanhar Henry. E foi justamente Henry, sozinho, quem desviou para o gol. Com a meia arrumada, Roberto Carlos pôde assistir à comemoração dos franceses.

Titular nas eliminatórias, o jogador teve total confiança do técnico Carlos Alberto Parreira, que nunca deu a entender nos últimos anos que havia brecha para uma reposição de peças na lateral esquerda.

Atleta que teve muita velocidade em seu auge e uma verdadeira "bomba" no pé esquerdo (faz a bola chegar a 120 km/h), Roberto Carlos não apenas conseguiu chegar à seleção nacional, sonho de qualquer jogador, mas também firmou-se como titular absoluto de sua época.

O lateral iniciou a sua carreira no União São João, da cidade de Araras. Logo em sua primeira temporada no Palmeiras, foi cogitado para a seleção brasileira, que se preparava para a Copa de 1994. Não foi convocado, mas firmou-se com um dos grandes nomes na posição.

Em 1995, foi contratado pela Inter de Milão por US$ 7 milhões. Porém não fez muito sucesso na Itália, sendo negociado após uma temporada com o Real Madrid, da Espanha.

Na equipe espanhola, Roberto Carlos atingiu o verdadeiro estrelato. Seus chutes, que às vezes resultavam em gols fantásticos, transformaram-se em uma atração à parte, em qualquer partida da qual participasse. Depois dos dois títulos nacionais seguidos conseguidos pelo Real, em 1996 e 1997, o jogador firmou-se como uma das principais estrelas do time.

Seu chute ganhou até análises científicas durante o Torneio da França, em 1997. No jogo da seleção brasileira contra os donos da casa, Roberto Carlos cobrou com muita força uma falta de fora da área em disparo de efeito.

A bola fez uma curva impressionante por fora da barreira e foi morrer no fundo das redes. Uma rede de TV britânica chegou a entrevistar um cientista japonês para que ele explicasse como era possível a bola ter obtido tanto efeito.

Na Copa de 1998, Roberto Carlos era um astro que, em termos de badalação, só perdia para Ronaldo. Era então o segundo melhor jogador do planeta, segundo a eleição da Fifa no ano anterior. Mas, dentro de campo, suas atuações foram decepcionantes. Após a derrota na final contra a França, foi um dos mais criticados, principalmente por sua tendência a enfeitar jogadas.

Quando Émerson Leão assumiu a seleção brasileira, no lugar de Vanderlei Luxemburgo, no segundo semestre de 2000, Roberto Carlos viu o seu prestígio despencar na equipe. O jogador chegou a ficar de fora, inclusive, de algumas convocações.

Porém, a estrela do Real Madrid voltou a ser titular indiscutível da equipe quando Luiz Felipe Scolari foi escolhido para substituir Leão.

Apontado como um dos vilões da perda do título contra a França em 1998, Roberto Carlos chegou praticamente como unanimidade na lateral esquerda da seleção para a disputa do penta, na Coréia e no Japão. Suas atuações na Copa foram precisas e o gol de falta contra a China foi um dos mais belos do Mundial.

Hoje, depois de três conquistas da Liga dos Campeões, segue como um jogador importante para o Real Madrid. No entanto, seu futuro profissional depois da Copa ainda é incerto.

     

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