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Rogério Ceni

Rogério Ceni

AFP

Nascimento: 
22/01/1973, em Pato Branco (PR)

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Peso: 85 kg

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Altura: 1,88 m

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Clubes: Sinop (1990), São Paulo (1991 - )

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Títulos: Campeonato Mato-grossense (1990), Mundial Interclubes (1993), Copa Libertadores da América (1993 e 2005), Supercopa da Libertadores (1993), Recopa Sul-Americana (1993 e 1994), Copa São Paulo de Juniores (1993), Copa Conmebol (1994), Copa das Confederações (1997), Campeonato Paulista (1998, 2000 e 2005), Torneio Rio-São Paulo (2001), Copa do Mundo (2002), Mundial de Clubes da Fifa (2005)

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Copas: 2 (2002 e 2006)

Mais que artilheiro, Rogério Ceni é um goleiro de “chegada”. Sim, pois assim como ocorreu na Copa da Ásia, há quatro anos, o número um do São Paulo inscreveu seu nome entre os 23 jogadores que vão ao Mundial pelo Brasil na reta final. E, desta vez, teve o gostinho de entrar em campo: Parreira deu-lhe essa chance nos últimos minutos da goleada de 4 a 1 contra o Japão. Com o resultado garantido, o técnico colocou Ceni no lugar de Dida.

Ao contrário de Dida, Marcos e Júlio César, Ceni teve apenas o amistoso contra a Rússia como oportunidade para mostrar a Carlos Alberto Parreira e a sua comissão técnica que teria condições de repetir na seleção o faz no Morumbi. Afinal, em 2005 o goleiro liderou o São Paulo na conquista dos títulos paulista, sul-americano e mundial.

Mas a atuação em Moscou não foi o suficiente para selar a presença de Rogério Ceni. Ela só veio porque Marcos, titular na campanha do pentacampeonato, não convenceu Parreira que estaria 100% recuperado de uma lesão na coxa. Os dois concorriam porque o treinador decidiu que levaria a Alemanha dois goleiros experientes – Dida é um deles – e um novato – no caso Júlio César.

Dono de reflexo apurado, reposição de bola invejável e eficiente nas saídas pelo alto – peca quando tem que sair do gol por baixo, já que costuma se “ajoelhar” na frente dos atacantes -, Rogério se notabiliza também por ser um exímio cobrador de faltas.

Embora não goste nem um pouco de ser comparado com o goleiro paraguaio José Luís Chilavert, em termos de futebol mundial somente os dois têm tantos gols marcados na carreira – está a um, segundo números da Fifa, de igualar a marca de 62 gols do paraguaio.

Rogério começou sua carreira no Sinop, do Mato Grosso, e logo em seu jogo de estréia defendeu um pênalti contra o Cáceres e assumiu a camisa titular. Naquele mesmo ano, ele se sagrou campeão mato-grossense e conquistou seu primeiro título como profissional. Em 1991, Rogério chegou ao São Paulo.

Sua primeira grande chance foi logo após a conquista do título da Copa São Paulo de juniores de 1993. Rogério foi o titular do que na época foi chamado de Expressinho, equipe são-paulina formada por jogadores em início de carreira que jogou a Copa Conmebol.

Depois de conquistar o título, Rogério assumiria de vez a reserva de Zetti. Após uma espera de três anos, ele finalmente conquistou a vaga de titular com a saída de Zetti do Morumbi.

Foi convocado para a seleção brasileira, mas disputou apenas uma competição oficial. Foi em 1997, ganhando a Copa das Confederações, na Arábia Saudita. Mas, ainda assim, se indispôs com o então técnico, hoje coordenador, Mario Jorge Lobo Zagallo. O goleiro reclamou da “brincadeira” dos outros jogadores de, sem permissão, cortar o cabelo dos colegas. O Velho Lobo viu “falta de espírito de grupo”.

Com a entrada de Luxemburgo no comando da seleção, Rogério teve novamente uma chance. Mas uma péssima atuação contra a equipe do Barcelona, num amistoso que não valia nada, deixou Rogério de fora das novas listas de convocação.

Depois de um longo exílio, o goleiro voltou a ser convocado pelo técnico Émerson Leão e assumiu a condição de titular da Seleção Brasileira. Na vitória por 1 a 0 sobre a Colômbia, pelas Eliminatórias da Copa de 2002, Rogério teve a chance de bater uma falta e quase marcou o seu primeiro gol com a camisa amarelinha. Mas, com Parreira, não teria essa chance nem que tivesse jogado mais.

     

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