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25/05/2006 - 14h57

Após treino "ríspido", Parreira muda tom e elogia festa de Weggis

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Weggis (Suíça)
Por ora, a seleção treina em Weggis. Após dois dias de treinos na cidade suíça, que sofreu transformação ímpar para receber a preparação do Brasil para a Copa do Mundo, o técnico Carlos Alberto Parreira afirma que não viu motivos para mudar o local de treinos e considera que a festa e assédio da torcida local, uma de suas preocupações, não tem atrapalhado.

AFP

Parreira, que observa Ronaldinho, crê que ambiente é favorável à seleção

FOTOS DO TREINO DA MANHÃ
FOTOS DO TREINO DA TARDE
TORCIDA AGRADA RONALDINHO
"Acho que tem sido exemplar (o comportamento da torcida). De maneira nenhuma perturbou o ritmo de trabalho", afirmou o técnico após o treino da tarde desta quinta-feira.

Na terça-feira, o treinador e o supervisor Américo Faria admitiram que, mesmo concentrado em Weggis, o Brasil poderia treinar em outra cidade.

Ao lado do mau tempo - o que prejudicaria o gramado recém-plantado - e do assédio generalizado, o incômodo que os torcedores poderiam causar durante o treino foi apontado como um dos motivos para que a mudança ocorresse.

"Se houver necessidade, a gente interrompe (o treino)", afirmou o treinador, numa referência ao barulho e agitação que cinco mil torcedores podem fazer numa simples atividade física. "O que nós queremos é tranquilidade. Se houver algo que atrapalhe, a gente muda", enfatizou Parreira.

A avaliação de Parreira é acompanhada pelos jogadores. Mesmo após o chefe admitir que não via com bons olhos o carnaval fora de época montado em Weggis, os jogadores frisaram, por diversas vezes, que precisavam do "carinho da torcida". "Tenho certeza que o Parreira não faria isso", afirmou o lateral-esquerdo Roberto Carlos, um dos líderes do grupo.

GANDULA GANHA FAMA

Um gandula do treino da seleção brasileira ganhou fama internacional no trabalho realizado na manhã desta quinta-feira. Kevin Walchli, de 13 anos, foi chamado por Rogério Ceni, após a movimentação, para um rápido bate-bola para atuar no gol. Ele mostrou que não conhece o goleiro reserva de Dida e, posteriormente, virou alvo dos jornalistas, deixando o treinamento da equipe de Carlos Alberto Parreira com status de entretenimento. Leia mais

Mas, na tarde desta quarta, a agitação aconteceu mesmo dentro de campo. E isso num simples treino técnico, realizado apenas numa parcela do campo. "São situações parecidas com as dos jogos; usamos espaços reduzidos para dificultar ainda mais", disse o treiandor

Numa dessas situações de jogo, o zagueiro-volante Edmílson chegou a ser atendido pelo médico José Luiz Runco. O jogador escorregou numa disputa de bola e Adriano, que estava no lance, acertou sua cabeça. Quando levantou, Edmílson insistiu em nova dividida com Adriano. Perdeu a revanche.

No final da atividade, foi a vez de Cris acertar uma cotovelada involuntária em Ronaldinho. O zagueiro do Lyon protegia a bola do melhor jogador do mundo e, na tentativa de se desvencilhar, acabou por acertar o rosto do jogador do Barcelona, que deixou a jogada e levou as mãos a face. Em seguida, a dupla conversou e deu risada.

Parreira frisou que tem ficado satisfeito com o rendimento dos atletas nesses dois primeiros dias em Weggis. "Todos estão se empenhando", afirmou o técnico.

"Hoje priorizamos movimentação e posse de bola, defesa e ataque", explicou Parreira. "A intenção é estar sempre alerta: perder a bola e continuar ligado", completou o treinador.

O time volta ao estádio Thermoplan na manhã desta sexta-feira. No próximo dia 30, o Brasil faz na Basiléia jogo-treino contra a seleção de Lucerna.


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