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31/05/2006 - 15h02

Seleção convive com cortes de última hora desde 1970

Da Redação
Em São Paulo
O histórico da seleção brasileira em Copas está marcado por baixas no elenco na véspera da competição. O corte de Edmílson a 13 dias da estréia no Mundial da Alemanha amplia uma relação que começou em 1970, no México.

OS CORTES DE ÚLTIMA HORA
AnoCortadoConvocado
1970Rogério
(ponta,
Botafogo-RJ)
Leão
(goleiro,
Palmeiras)
1974Wendell (goleiro, Botafogo-RJ)Waldir Peres (goleiro,
São Paulo)
1974Clodoaldo (volante, Santos)Mirandinha (atacante,
São Paulo)
1978Zé Maria (lateral, Corinthians)Nelinho
(lateral,
Cruzeiro)
1978Nunes (atacante, Santa Cruz)Roberto Dinamite (atacante,
Vasco)
1982Careca (atacante, Guarani)Roberto Dinamite (atacante,
Vasco)
1986Mozer (zagueiro, Flamengo)Mauro Galvão (zagueiro,
Inter-RS)
1986Cerezo
(volante,
Roma-ITA)
Valdo
(meia,
Grêmio)
1986Leandro
(lateral,
Flamengo)
Josimar
(lateral,
Botafogo-RJ)
1994Mozer (zagueiro, Benfica-POR)Márcio Santos (zagueiro, Bordeaux-FRA)
1994Ricardo Gomes (zagueiro,
PSG-FRA)
Ronaldão (zagueiro, Shimizu-JAP)
1998Flávio Conceição (volante,
La Coruña)
Zé Carlos
(lateral,
São Paulo)
1998Márcio Santos (zagueiro,
São Paulo)
André Cruz (zagueiro,
Milan-ITA)
1998Romário (atacante, Flamengo)Émerson (volante, Bayer Leverkusen-ALE)
2002Émerson (volante,
Roma-ITA)
Ricardinho
(meia, Corinthians)
2006Edmílson (volante, Barcelona-ESP)Mineiro
(volante,
São Paulo)
Antes da Copa em que o Brasil conquistou o tricampeonato mundial, o ponta Rogério, do Botafogo, deixou a seleção de Mário Zagallo em razão de uma contusão.

No lugar do atacante foi convocado o então jovem Leão, do Palmeiras, que preencheu lugar no grupo como terceiro goleiro, ao lado do titular Félix e do substituto imediato Ado.

Com a contusão de Rogério, então titular do Brasil de Zagallo, Jairzinho foi confirmado na equipe e, durante a Copa se tornou fundamental para o time, marcando um gols em todas as partidas do Mundial.

Quatro anos mais tarde, um estiramento muscular tirou Clodoaldo, volante do Santos, da Copa. Também lesionado, o goleiro Wendell deixou o grupo.

Para as vagas abertas, Zagallo optou por dois jogadores do São Paulo: o goleiro Waldir Peres e o atacante Mirandinha. Piazza, inicialmente convocado como quarto-zagueiro, assumiu o papel de volante que seria de Clodoaldo.

Em 1978, o lateral Zé Maria e o atacante Nunes sofreram cortes por contusão poucos dias antes da inscrição na Fifa.

Zé Maria era titular e Nunes vinha deixando Reinaldo no banco. Para os lugares dos cortados, entraram Nelinho e Roberto Dinamite.

O primeiro virou titular e fez um golaço contra a Itália na decisão de 3º lugar. Roberto aproveitou a má fase de Reinaldo e entrou para marcar um gol contra a Áustria e dois contra a Polônia.

Roberto Dinamite voltou a ser chamado em cima da hora em 1982. O jovem Careca, que seria o titular, foi cortado nas vésperas da Copa em razão de um estiramento. Ao contrário de 1978, o atacante do Vasco nem entrou em campo. O titular na Copa foi Serginho Chulapa.

Em 1986, Mozer deixou a seleção brasileira nas vésperas do Mundial do México. A opção de Telê Santana para a vaga aberta na defesa foi Mauro Galvão.

Toninho Cerezo, um dos jogadores favoritos de Telê, também foi cortado por causa de uma distensão muscular na coxa. O então novato Valdo foi chamado sem jamais ter disputado uma partida pela seleção.

A seleção de vinte anos atrás também teve um corte diferente de todos os outros porque não foi por contusão: o lateral-direito Leandro não apareceu no embarque para o México. Abandonou a seleção em solidariedade ao amigo Renato Gaúcho, cortado dias antes por desentendimento com Telê.

O quase desconhecido Josimar foi chamado para ser reserva de Édson, que era reserva de Leandro. Édson se machucou no segundo jogo. Josimar entrou para fazer gols espetaculares contra Irlanda do Norte e Polônia, e se tornar um dos maiores personagens da seleção em Copas.

Nos últimos 36 anos, a Copa de 1990 foi a única sem um corte de última hora. Mas, nos dias que antecederam o torneio, houve suspense sobre a recuperação de Romário, que sofrera uma fratura jogando pelo PSV da Holanda.

A inscrição de Romário foi confirmada, mas ele não apresentou condições físicas plenas e participou apenas da partida contra a Escócia, sendo substituído por Muller no 2º tempo.

A "bruxa" andou solta no setor defensivo da seleção nas vésperas do Mundial de 1994 com uma seqüência de contusões.

Ainda na preparação no Brasil, Mozer foi cortado antes de mais uma Copa e Márcio Santos ganhou a vaga.

Já nos Estados Unidos, depois de disputar amistosos contra Canadá, Honduras e El Salvador, foi a vez de Ricardo Gomes deixar a seleção. Ronaldão, ex-são-paulino que estava no futebol japonês, foi chamado às pressas.

OS ÚLTIMOS GRANDES CORTES


Em 1998, Romário foi cortado; ele achava que podia jogar a Copa
Em 2002, Émerson (caído) brincou
de ser goleiro e se machucou

Com a contusão de Ricardo Rocha logo na estréia contra a Rússia, Márcio Santos acabou ganhando a chance no time titular e formou uma célebre dupla de zaga com Aldair na campanha do tetra.

Em 1998, uma onda de lesões acometeu a seleção, vitimando o zagueiro Márcio Santos, o volante Flávio Conceição e o atacante Romário. André Cruz, Zé Carlos e Émerson acabaram premiados com a convocação.

Substituto de Flávio Conceição, o lateral-direito Zé Carlos teve papel de destaque durante a Copa ao substituir o suspenso Cafu na semifinal contra a Holanda, num histórico confronto em Marselha.

Beneficiado pelo corte de Romário na França, Émerson foi vítima do azar em 2002. Num treino recreativo às vésperas da Copa, o então capitão de Luiz Felipe Scolari deslocou a clavícula ao brincar de goleiro.

O meia Ricardinho acabou convocado no lugar do volante. Sem Émerson, coube a Cafu usar a braçadeira de capitão e, com a conquista do penta, levantar a taça.

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