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18/06/2006 - 14h51

Duplas de ataque diferentes classificam Brasil em jogo fraco

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Munique (Alemanha)

CENAS DO JOGO

Rueters
O "quadrado mágico" durante o hinoReuters
Adriano faz uma prece na saídaReuters
Lúcio e Émerson pulam com VidukaReuters
Kaká levanta o pé para o bruto GrellaReuters
Ronaldo, depois de uma falta duraReuters
Adriano chuta para fazer o 1º golReuters
Zé Roberto arrisca uma bicicletaReuters
Dida sai para cortar cruzamento

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Em mais uma atuação fraca, a seleção usou as duas duplas de ataque para vencer a Austrália por 2 a 0, neste domingo em Munique, e conseguir a classificação antecipada no Grupo F. O primeiro gol, aos 3min do 2º tempo, foi de Adriano depois de passe de Ronaldo. No segundo, aos 43min, Fred marcou depois que Robinho acertou a trave.

Com 6 pontos, o Brasil enfrentará o Japão na quinta, dia 22, às 16h em Dortmund. Os japoneses têm 1 ponto e chances matemáticas de ficar com a outra vaga. Precisam vencer o Brasil por pelo menos dois gols e torcer por um empate de 0 a 0 entre Croácia (1 ponto) e Austrália (3 pontos), que se enfrentarão em Stuttgart na mesma data e horário.

Criticada na estréia contra a Croácia, a dupla titular teve uma pequena redenção. Já Robinho (entrou no lugar de Ronaldo aos 26min do 2º tempo) e Fred (substituiu Adriano aos 42min do 2º) entraram confiantes.

Estreante na Copa, Fred fez seu gol dois minutos depois de entrar em campo. Estava na área para completar o rebote da bola que Robinho mandou na trave.

"Às vezes, você mexe e não acontece nada. Noutras, você mexe, o jogador faz gol do título e o técnico vira gênio. Acontece", disse Parreira na entrevista coletiva após o jogo, considerando-se sortudo neste caso.

Fred quis levar a bola do jogo como lembrança para seu pai, mas os organizadores acabaram com sua alegria. "Tentei ficar com ela, mas roubaram a bola de mim", brincou o novato, logo após a partida.

Já Robinho se empolgou a ponto de pedir que os reservas sejam escalados contra o Japão, uma vez que a classificação já está garantida. O técnico Parreira admitiu essa possibilidade em sua entrevista coletiva, desde que seja necessário poupar alguns jogadores por desgaste físico.

Porém, os titulares do ataque devem continuar para ganharem mais ritmo de jogo. Ronaldo e Adriano tiveram uma melhora sensível em relação ao jogo contra a Croácia, embora ainda estejam longe do ideal.

A assistência no gol recompensou Ronaldo pela atuação esforçada. Ele também contou com o apoio da torcida, que gritou seu nome em coro no início da partida, anulando o efeito das vaias que o Fenômeno ouviu ao sair de campo na estréia.

O time também apoiou: Ronaldo foi acionado 28 vezes. E ele caprichou nos passes: acertou todos os 17 que deu.

"É outra coisa jogar sem pressão. Fiquei satisfeito com minha atuação", comemorou Ronaldo, que quer enfrentar o Japão, mas vai acatar o que Parreira decidir.

Ronaldo lutou, tentou dar arrancadas, fez um gol impedido que lhe valeu um cartão amarelo. Chegou a se atrapalhar com a bola em alguns lances: aos 36min do 1º tempo, "furou" na hora de chutar uma bola passada por Kaká. Mas demonstrou estar muito mais ativo que na estréia.

Já Adriano errou em algumas jogadas, mas cumpriu sua função principal quando o passe de Ronaldo chegou a seus pés na entrada da grande área. Dominou, ajeitou e chutou rasteiro para fazer o gol.

Em seguida, conforme prometera, fez uma comemoração "Nana nenê" junto ao banco de reservas, acompanhado pelos companheiros. A imitação da comemoração de Bebeto na Copa de 1994 foi uma homenagem ao primeiro filho do atacante, Adriano Júnior, nascido na sexta-feira.

Apesar da vitória, o Brasil não jogou bem outra vez e chegou a tomar sufoco no fim do jogo.

No 1º tempo, não soube sair da marcação forte e, às vezes, bruta dos australianos. A seleção conseguiu dar seis chutes a gol, todos fora do alvo. E bolou pouquíssimas jogadas coletivas. O time dependeu bastante de jogadas individuais e chutes de longe.

Quem acabou eleito melhor jogador da partida pela Fifa foi Zé Roberto, que se desdobrou na cobertura da defesa e na tentativa de organizar os ataques. Quando falhou e entregou uma bola no meio-campo, se recuperou com um pique para fazer a cobertura da defesa aberta e bloqueou Bresciano na grande área.

Mas Kaká voltou a se destacar. Foi o mais consciente no 1º tempo. E, aos 36min, quase fez seu segundo gol na Copa ao cabecear na trave uma bola vinda de um escanteio. Já Ronaldinho teve atuação mais discreta que no jogo contra a Croácia, embora tenha feito o bom lançamento para Ronaldo preparar a jogada do primeiro gol.

RECORDE AMPLIADO

9

vitórias consecutivas em jogos de Copa foi a marca atingida pelo Brasil contra a Austrália, ampliando seu recorde. Em 2º lugar, estão as sete vitórias da Itália em 1934 e 1938

Quanto à retaguarda, nas duas etapas o Brasil deu espaço para que os australianos fizessem contra-ataques rápidos e perigosos. Lúcio desceu várias vezes ao ataque, chegando a bancar ponta-direita numa jogada no 1º tempo. A entrada do ofensivo Bresciano no lugar do zagueiro Popovic aumentou a ameaça.

Aos 9min, Bresciano sofreu o bloqueio de Zé Roberto quando se preparava para chutar. Ele teve outras grandes chances aos 34min (um belo voleio que Dida espalmou) e 38min (cobrou falta com um chute de curva que passou perto da trave).

Com as distrações da defesa, Dida fez defesas importantes, mas falhou em duas saídas no 2º tempo. Por sorte, o ataque australiano arrematou para fora quando tinha o gol aberto.

Os últimos minutos de pressão dos "Socceroos" assustaram a torcida. Mas o gol de Fred encerrou qualquer reação dos australianos.




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