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07/03/2006 - 09h06

Em ano de Copa, bola ultrapassa carrinho no mercado de brinquedos

Ana Luisa Bartholomeu
Em São Paulo
Apesar dos lançamentos de brinquedos inspirados na Copa, é mesmo a velha bola que puxará o crescimento de 8% do setor no país em 2006. De quebra, a "gorduchinha" ultrapassará os carrinhos e ficará com o segundo lugar como sucesso de venda (fica só atrás das campeoníssimas bonecas).

LANÇAMENTOS


Novas versões para o pebolim...
...e para o Monopoly em Nuremberg...
...além de bonecos alemães...
...e minicraques dos jogadores...
e o tradicional botão, da Gulliver.

O presidente da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), Synésio Batista da Costa, destaca um dado curioso: as meninas já ocupam 35% do público consumidor de bolas, número que tende a crescer com o Mundial, impulsionando ainda mais as vendas. "Atualmente, elas também pedem este brinquedo aos pais, descartando a tradição de que só menino joga bola", diz.

Mesmo com esse fenômeno, o primeiro lugar das vendas é ocupado pelas bonecas, com cerca de 40%, seguidas pelos carrinhos, com 23%, que devem ser ultrapassados pela bola com a proximidade da Copa.

Outros produtos associados à modalidade também devem seduzir a criançada em 2006. "Pebolim, jogos de tabuleiro e máscaras de jogadores terão grande aceitação no mercado", afirma Costa.

Hoje existem no país cerca de 300 fábricas de brinquedos, que, anualmente, distribuem perto de dois mil produtos diferentes para o mercado, com faturamento em torno de R$ 900 milhões por ano.

Estima-se que as importações e contrabando reduzam 25% do faturamento e da oferta de emprego, além da arrecadação de impostos. Por isso, as empresas apostam alto em eventos sazonais, como a Copa, com a expectativa de alavancar as vendas e amenizar os estragos promovidos pelos produtos chineses no mercado.

Novidades

Ano de Copa é ano de lançamento. Os aficionados por jogos eletrônicos podem esperar o "2006 FIFA World Cup Germany" da EA Sports, a ser lançado em abril, por preço médio de R$ 99. O game, como é o único licenciado pela Fifa, reproduz os 12 estádios, as seleções e os atletas (não só a aparência física, mas o estilo de jogo).

O joguinho oficial, porém, sofre a concorrência do japonês "Winning Eleven", preferido pelos gamemaníacos por mais fiel ao movimentos do esporte.

Por seu lado, a Grow aposta todas as suas fichas no "Mega Trunfo Seleções da Copa 2006", versão temática do tradicional jogo de cartas Super Trunfo. Por R$ 21,70, em média, é possível conhecer todos os detalhes das seleções e comparar as características de cada time de uma forma divertida.

Também no embalo do Mundial, a Gulliver fechou um contrato de US$ 15 mil com a Warner Bros., detentora dos direitos de licenciamento da FIFA, e espera faturar cerca de R$ 1,5 milhão com brinquedos alusivos ao Mundial. "Apostamos no licenciamento do logo da FIFA para aumentar em cerca de 40% as vendas dos brinquedos de futebol no primeiro semestre", afirma Paulo Benzatti, gerente nacional de vendas.

A fábrica fará o relançamento de brinquedos tradicionais como o futebol de botão, fabricado há mais de 30 anos pela Gulliver, que virá em uma versão com os emblemas e as cores das seleções que disputarão o Mundial (a partir de R$ 3,90), e o Futebol Club, com bonecos que têm pernas e pés articulados para produzirem chutes com efeitos variados (preço médio de R$ 67,00).

Para quem gosta de jogos de tabuleiro, uma novidade com gostinho meio amargo: a versão "World Cup" do Monopoly (o "Banco Imobiliário" brasileiro), foi lançada na 57ª Feira Internacional de Brinquedos de Nuremberg (Alemanha) em fevereiro, mas não deve chegar ao país, para a tristeza dos fãs locais.

O Monopoly é o jogo mais famoso e mais vendido do mundo. Fabricado pela Hasbro (maior empresa mundial neste ramo, depois da Mattel, cujo grande trunfo é o franchise da boneca Barbie), estima-se que já foram vendidas cerca de 250 milhões de unidades. No Brasil, ele representa 10% das vendas da Estrela, empresa que ainda faz segredo de seus produtos em ano de Copa.

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