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02/06/2006 - 09h09

Alemanha gastou 50% a mais que o previsto com estádios

Rodrigo Mattos
Da Folhapress
Em São Paulo
Na construção dos estádios da Copa do Mundo, os organizadores alemães ultrapassaram os gastos previstos e estouraram prazos de obras. É o que mostra comparação entre o documento de candidatura da Alemanha para o Mundial e os dados do site do Comitê Organizador, após as reformas.

ESTÁDIOS TERÃO NÚMERO MENOR DE ASSENTOS DO QUE PREVISTO

A maioria dos estádios alemães terá menos lugares para o público na Copa do que previa a candidatura. Boa parte deles ficou maior do que o plano, mas, para o Mundial, foram reduzidos os assentos disponíveis aos torcedores.

São dez os estádios que receberão menos gente do que estava planejado. As exceções são os campos de Kaiserslautern e de Dortmund, cuja capacidade inicial foi ampliada.

Sede da final, o estádio de Berlim foi um dos que mais encolheram para o Mundial. Para a decisão, terá 10 mil lugares a menos do que o prometido.

Na candidatura, a previsão era de um estádio de 77.190 pessoas, sendo 65.268 de torcedores.

O estádio construído comporta 74.220 pessoas. Por segurança, a capacidade caiu para 66.021 na Copa. Excluídos os VIPs e a imprensa, sobraram 55.562 lugares na final.

Todos os estádios sofreram restrições similares. Considerada a capacidade total, sete deles tiveram aumento em relação à proposta inicial. Mas, com as reduções impostas para a Copa, receberão menos gente que o previsto. Três deles ficaram, efetivamente, menores. E dois estão iguais ao planejado.

Entregue em 2000 à Fifa, a proposta alemã previa gastos de 940,6 milhões de euros (R$ 2,8 bilhões) com os 12 estádios escolhidos para o Mundial. Mas as despesas da Alemanha com essas reformas totalizaram 1,410 bilhão de euros (R$ 4,2 bilhão).

Houve acréscimo de 471,1 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão), ou seja, 50% mais do que o previsto.

A explosão de gastos ocorreu em 10 dos 12 estádios. A maior diferença foi em Munique.

A idéia inicial era reconstruir o Estádio Olímpico, com investimento de 84,6 milhões de euros (R$ 249,3 milhões). Mas os clubes Bayern de Munique e o TSV 1860 bancaram um novo estádio, a Alianza Arena, por 280 milhões de euros (R$ 825,4 milhões).

Em Nuremberg, porém, o custo foi multiplicado por quase 20 vezes e tudo foi pago pelo Estado e prefeitura locais.

As prefeituras, os Estados e o governo federal bancaram a maior parte dos gastos da Copa, empregando 620 milhões de euros (R$ 1,8 milhão). Clubes e empresas pagaram o restante.

"Há muito mais dinheiro privado neste Mundial do que no de 1974. Naquela época, era só dinheiro publico", explicou o vice do Comitê Organizador Wolfgang Nierbach à "Folha de S.Paulo".

Além dos gastos inflados, 7 dos 12 estádios foram completados depois do prazo prometido. Sttutgart protagonizou o maior atraso. Previsto para agosto de 2001, só foi inaugurado no final de 2005.

Três ficaram prontos nas datas previstas. Hannover e Colônia anteciparam as obras.

A Alianza Arena estourou o prazo por 35 meses. "Os clubes quiseram fazer um novo estádio por conta deles", explicou Stephan Eiermann, assessor do Comitê Organizador. Foi um dos cinco estádios novos.

Ainda há novas praças em Gesenkirchen, Hamburgo, Frankfurt e Leipzig. Em outras sete sedes, houve reformas.

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