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26/06/2006 - 18h41

Ucrânia elimina a Suíça nos pênaltis para encarar a Itália

Da Redação
Em São Paulo

CENAS DO JOGO

AFP

Com corte no supercílio e ombro deslocado, Senderos só assiste

AFP

O técnico Blokhin se concentra no hino da seleção da Ucrânia

AFP

O suíço Djorou arrisca um golpe de kung fu contra ucraniano

AFP

O ucraniano Gusev entra firme em dividida aérea com Frei

AFP

E Shevchenko reclama com seu parceiro Voronin no ataque

EFE

Shovkovskyi classifica Ucrânia ao agarrar duas penalidades

AFP

E desperta a alegria geral do time classificado para as quartas

Na primeira disputa por pênaltis da Copa do Mundo na Alemanha, a Ucrânia garantiu sua classificação ao bater a Suíça, primeira seleção a ser eliminada na história da competição sem ter sofrido nenhum gol no tempo regulamentar. Após um chato empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, os ucranianos avançaram para enfrentar a Itália nas quartas-de-final com uma cobrança de Gusev, que fechou o placar em 3 a 0 nos pênaltis.

O baixo nível da partida se estendeu até a disputa por pênaltis, que teve o seu menor número de gols marcados na história das Copas.

Nervoso, o técnico da Ucrânia, Oleg Blokhin, preferiu não assistir às cobranças de pênaltis, parecendo prever o erro de Shevchenko, que desperdiçou logo o primeiro chute, defendido por Zuberbuehler. Na seqüência, porém, a Suíça também perdeu a chance de abrir vantagem, com erros consecutivos de Streller, Barnetta e Cabanas, que consagraram o goleiro ucraniano Shovkovskyi no melhor jogador da partida, eleito pela Fifa.

Ucrânia e Suíça chegaram à Copa do Mundo como os piores integrantes do grupo de equipes européias que foram à Alemanha. Dos 32 países que participam da competição, a seleção do Leste Europeu está na 45ª posição, à frente apenas de Trinidad e Tobago, Togo, Gana e Angola.

Já a Suíça ocupa o 35º lugar do ranking e em sua oitava participação na Copa nutria como objetivo ficar novamente entre os oito primeiros da competição, como ocorrido nas edições de 1934, 1938 e 1954, ano que foi sede do primeiro Mundial vencido pela Alemanha.

Em compensação, as duas seleções fizeram um duelo de equipes emergentes, com sucessos isolados que os credenciavam a candidatas ao papel de azarões da Copa.

A Ucrânia disputa sua primeira edição de Copa do Mundo desde que se tornou uma nação independente da antiga União Soviética e com o status de ter sido a primeira seleção classificada nas eliminatórias européias, além de contar em seu elenco com o atacante Shevchenko, melhor jogador da Europa em 2004, ídolo do Milan recém-contratado pelo Chelsea por mais de US$ 40 milhões.

Já a Suíça tinha como suporte o seu título sub-20 europeu conquistado em 2002, responsável por revelar boa parte dos atuais titulares da equipe que, nos planos do técnico Jacob Khun estaria em sua melhor fase apenas daqui dois anos, para a disputa da Eurocopa-2008, que será realizada entre o território suíço e a Áustria.

O confronto reuniu a melhor defesa da competição contra o ataque que contava com o badalado Shevchenko, que ainda não encontrou sua melhor forma desde a lesão no joelho sofrida no início de maio, a 'culpada' por o deixar afastado dos últimos amistosos da Ucrânia.

Dessa forma, o jogo teve pouca emoção e o menor índice de violência da competição, com apenas um cartão amarelo -para o suíço Barnetta-, mesmo número de advertências da primeira partida da Copa, entre Alemanha e Costa Rica. Impedimento também só teve um.

Sem tomar gols na disputa do Grupo H da Copa do Mundo da Alemanha, a Suíça viu a Ucrânia desafiar a sua saída de bola desde o início, tendo dificuldades para sair para o ataque em virtude da presença de até seis jogadores em seu campo. Os ucranianos, porém, encontravam no começo de jogo algumas dificuldades para transformar a marcação por pressão em domínio.

Tanto que a primeira chance de gol real da partida foi criada pela Suíça justamente em uma saída de bola da Ucrânia. O meia Wicky aproveitou a falha para avançar e chutar com força, para boa defesa de Shovkovskyi, aos 13min.

A estratégia da Ucrânia, porém, começou a funcionar. Avançando pelos lados e trocando passes rápidos, a equipe dirigida por Oleg Blokhin conseguia avançar constantemente em velocidade, mesmo que as finalizações fossem raras.

Na bola parada, no entanto, surgiram as duas melhores oportunidades de etapa inicial, uma para cada lado. Aos 20min, a Ucrânia quase marcou com o atacante Shevchenko, que se antecipou aos defensores em uma cobrança de falta de esquerda para cabecear na trave. Três minutos depois, foi a vez do atacante suíço Frei acertar o travessão, em uma cobrança de falta na entrada da área.

CONFRONTOS NOS PÊNALTIS
AnoFaseResultado
1982SemifinalALE 5 x 4 FRA
1986QuartasALE 4 x 1 MEX
1986QuartasFRA 4 x 3 BRA
1986QuartasBEL 5 x 4 ESP
1990OitavasIRL 5 x 4 ROM
1990QuartasARG 3 x 2 IUG
1990SemifinalARG 4 x 3 ITA
1990SemifinalALE 4 x 3 ING
1994OitavasBUL 3 x 1 MEX
1994QuartasSUE 5 x 4 ROM
1994FinalBRA 3 x 2 ITA
1998OitavasARG 4 x 3 ING
1998QuartasFRA 4 x 3 ITA
1998SemifinalBRA 4 x 2 HOL
2002OitavasESP 3 x 2 IRL
2002QuartasCDS 5 x 3 ESP
2006OitavasUCR 3 x 0 SUI
O técnico Jacob Khun não quis nem esperar o intervalo para tentar forçar a defesa da Suíça. Aos 33min, um pouco depois da Ucrânia novamente chegar com perigo em uma troca de passes rápida que acabou em chute de Shelayev, a equipe suíça sofreu uma alteração no sistema defensivo, com a entrada de Grichting na vaga do zagueiro Djourou, que havia sido o escolhido para substituir Senderos, o líder da equipe que não jogou em razão de um deslocamento no ombro sofrida na partida contra a Coréia do Sul.

Com a defesa fortalecida, a Suíça voltou para o segundo tempo ainda sofrendo um pouco com a presença maciça da Ucrânia em sua intermediária, mas conseguia interceptar facilmente as tentativas do adversário.

E, com exceção das cobranças de faltas e escanteios, o confronto em Colônia pouco oferecia de emoção, com exceção de algumas tentativas individuais, principalmente do suíço Frei e do ucraniano Shevchenko, que aos 22min criou ótima chance depois de avançar em diagonal, cortar para a perna esquerda e disparar forte chute, rente ao poste esquerdo de Zuberbuehler.

A Ucrânia, aliás, continuava a ser a equipe mais perigosa. Aos 29min, o zagueiro Gusin quase marcou ao se antecipar aos zagueiros da Suíça e mandar a bola, de cabeça, muito próxima à trave. A partir daí, as duas equipes passaram a evitar riscos e levar o jogo para a prorrogação.

Mas nem o tempo-extra fez com que as duas equipes decidissem correr riscos para buscar a vaga nas quartas sem a necessidade da disputa por pênaltis. No primeiro tempo, apenas um chute efetivo, disparado pelo capitão da suíça, Vogel, que pegou rebote e mandou em cima do goleiro ucraniano.

Nos últimos 15 minutos da prorrogação, as duas equipes praticamente gastaram o tempo e empurram a decisão para a disputa por penalidades.







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