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Top 5: Schumacher volta a mostrar o seu lado "vigarista" nas pistas

O número de títulos de Michael Schumacher na Fórmula 1 é proporcional à quantidade de controvérsias que ele gera desde 1991, quando Flavio Briatore demitiu Roberto Pupo Moreno da Benetton para dar lugar ao alemão. A punição que ele recebeu depois de jogar Rubens Barrichello no muro no GP da Hungria foi apenas mais uma em seu extenso currículo. Confira outras manobras desleais do heptacampeão ao longo de sua carreira.

Desclassificação em 1997

Mike Cooper /Allsport/Getty Images


Ele já tinha dois títulos mundiais, mas estava na sua segunda temporada na Ferrari e ainda não havia conquistado nada. E era a última prova da temporada, no GP da Europa em Jerez de La Frontera. Com apenas um ponto de vantagem para Jacques Villeneuve, ele não aceitou levar a ultrapassagem do canadense. Jogou sua Ferrari para cima da Williams do rival, mas o golpe não deu certo, e quem saiu da pista foi ele. Para piorar, a FIA julgou a manobra como antidesportiva e resolveu punir Schumacher. Ele foi desclassificado do campeonato, perdeu todos os pontos e não levou nem o vice.


Título polêmico em 1994

Mike Hewitt/ALLSPORT/Getty Images


Tres anos antes do episódio com Villeneuve, a FIA tolerou uma atitude parecida de Schumacher, no GP de Adelaide, última prova da temporada de 1994. Seu rival era o inglês Damon Hill, que chegou a ser companheiro de Ayrton Senna na Williams naquele ano. Schumacher liderava até bater no muro. O alemão da Benetton conseguiu voltar para a pista, mas logo viu que Hill vinha mais rápido rumo à ultrapassagem. Jogou seu carro para cima do adversário, e foi beijar os pneus. Hill seguiu na pista, mas um dano na suspensão forçou sua saída da prova. Mesmo sem cruzar a linha de chegada naquele dia, Schumi levou o título.


Bandeiras pretas

Mike Cooper/Allsport/Getty Images


Schumi foi campeão em 1994 mesmo tendo sido desclassificado de duas corridas naquela temporada. A primeira foi em Silverstone, na Inglaterra. O alemão ultrapassou Damon Hill na volta de apresentação e foi punido com uma passagem pelos boxes. Mas Flavio Briatore se recusou a obedecer aos comissários. A organização então mostrou a bandeira preta a Schumacher, que a ignorou e correu até o final. Essa rebeldia fez com que ele fosse banido por duas corridas, mas a Benetton recorreu e driblou a decisão. No entanto, na etapa da Bélgica daquele ano, ele voltou a ser desclassificado por irregularidade no carro.


Pole na marra em Mônaco

Mark Thompson/Getty Images


Em sua última temporada antes da primeira aposentadoria, Michael Schumacher foi superado por Fernando Alonso na disputa do campeonato. Mas, na prova mais tradicional do circuito, ele deixou a sua marca naquele ano. Durante o treino de classificação, primeiro ele colocou o seu nome no topo da lista com uma volta rápida. Depois, parou o seu carro no meio da curva La Rascasse, de baixa velocidade, causando bandeira amarela e impedindo os outros pilotos de alcançarem seu tempo. Ele jurou que foi apenas um erro, mas as outras equipes reclamaram, e o alemão teve que largar dos boxes. Acabou cruzando a linha de chegada em quinto.


"Dúvida" com o safety car

Claude Paris/AP


Schumacher parou por três anos, e voltou em 2010 com a Mercedes GP, sem perder a personalidade. De novo em Mônaco, e de novo para cima de Alonso, ele aprontou depois de velho. Ultrapassou o espanhol na última curva do circuito, logo depois que o safety car saiu da pista. Ainda que já houvesse bandeira verde, o alemão não poderia fazer essa manobra antes da linha de chegada. Ele disse que ouviu a mensagem de que a pista estava liberada, então achou que podia ir em frente. Um detalhe: Damon Hill era o comissário da prova e participou da decisão de punir o antigo rival.


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