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13/09/2007 - 14h34

McLaren leva multa recorde, mas Alonso e Hamilton mantêm pontos

Da Redação
Em São Paulo
A McLaren escapou do pior. A escuderia foi punida com a perda de todos os pontos conquistados no Mundial de Construtores da Fórmula 1 em 2007 e recebeu a pesada multa de US$ 100 milhões depois de audiência do Conselho Mundial da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), nesta quinta-feira, na França, para analisar o caso de espionagem que rondava a categoria.

Assim, os pilotos da equipe, Lewis Hamilton e Fernando Alonso, se livraram de qualquer tipo de sanção. Eles na primeira e segunda colocação, respectivamente, com 92 e 89 pontos. Mas, em dezembro, a FIA vai analisar o projeto da McLaren para 2008. A equipe tem 24 horas para entrar com o pedido de apelação da decisão e ainda 90 dias para pagar a multa.

"Nós acreditamos que temos argumentos para apelar ainda. Mas, claro, vamos esperar a FIA publicar oficialmente a punição", afirmou Ron Dennis após o julgamento. Ele não escondeu, porém, uma ligeira satisfação com o resultado. "O mais importante é que nós vamos para a corrida no próximo final de semana, nas restantes da temporada e da próxima temporada", completou.

Para o dirigente da McLaren, não ficou provado que a escuderia inglesa teve culpa no caso. "Nós nunca negamos que as informações da Ferrari estavam em posse pessoal de um dos nossos funcionários. A questão é: essas informações foram usadas pela McLaren? Esse não é o caso e não foi provado hoje".

A FIA, porém, apontou a equipe como culpada pelo uso de informações confidenciais da Ferrari, para levar proveito no Mundial deste ano. Inicialmente, o site da "Autosport", renomada revista especializada em automobilismo, informou que a McLaren havia sido excluída das temporadas 2007 e 2008 da categoria. Em seguida, a publicação desmentiu a notícia.

A nova reunião foi anunciada na última semana, depois que a entidade recebeu novas provas sobre o caso, iniciado em julho. O principal motivo do encontro seria uma troca de e-mails entre Alonso e o reserva da McLaren, Pedro de la Rosa. Além disso, a FIA analisou os dados coletados pelo Tribunal de Modena, na Itália, órgão responsável pelo processo civil que a Ferrari moveu contra a rival.

Entenda o caso
A história de espionagem teve início com a Ferrari, que demitiu Nigel Stepney por sabotagem e troca de informações confidenciais. O ex-diretor da escuderia teria entregado a Mike Coughlan, então funcionário da McLaren, um relatório de mais de 500 páginas com dados técnicos de sua equipe.

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Segundo relatório do Tribunal de Modena, a dupla teria trocado ligações telefônicas, especialmente durante os fins de semana de corrida, um indicativo de troca de informações. Ambos estão sendo julgados em um processo separado.

Em 26 de julho, a FIA isentou a equipe de punições sob a alegação não ter provas suficientes. Mesmo assim, a entidade deixou o caso em aberto, para a possibilidade de novas provas surgirem.

Foi o que aconteceu. Antes do GP da Itália, dia 9, a FIA enviou uma carta a todas as equipes e aos pilotos da McLaren exigindo que quaisquer provas sobre o caso fossem entregues. O risco de não ajudar: "dura punição". Para colaboração, o termo usado foi "anistia". Graças à ajuda, os pilotos tiveram seus pontos mantidos, e apenas a escuderia foi punida.

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