UOL Esporte Fórmula 1
 
16/04/2009 - 07h52

Ron Dennis anuncia saída definitiva da Fórmula 1

Das agências internacionais
Em Woking (Inglaterra)
Um dos mais conhecidos dirigentes da Fórmula 1, Ron Dennis anunciou nesta quinta-feira a sua saída da categoria. Ele já havia deixado as atividades na pista em 16 de janeiro, quando a equipe anunciou o seu modelo para a temporada 2009. Na ocasião, porém, Dennis apenas trocaria de cargo com Martin Whitmarsh, então chefe-executivo da equipe.

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Agora, nesta quinta, o inglês divulgou o seu afastamento definitivo das operações de Fórmula 1. Ele ficará na companhia, assumindo um cargo na linha de carros esportivos que a McLaren pretende lançar em 2011. Whitmarsh acumulará os cargos de chefão e chefe-executivo da equipe de Fórmula 1.

Dennis foi chefe da McLaren por 28 anos e tinha também parte das ações da equipe. Com ele, a McLaren tornou-se uma das maiores potências da história da Fórmula 1, conquistou sete de seus oito títulos de construtores e fez 10 vezes o piloto campeão da temporada.

Sob o comando do dirigente, a equipe inglesa celebrou as conquistas de Niki Lauda (1984), Alain Prost (1985, 1986 e 1989), Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991), Mika Hakkinen (1998 e 1999) e Lewis Hamilton (2008).

Porém, nos últimos anos, Dennis enfrentou uma série de escândalos com a McLaren. Em 2007, ele foi acusado de participar do ato de espionagem feito aos carros da Ferrari, mas posteriormente uma investigação mostrou que ele não tinha envolvimento direto, porém a McLaren teve cassada o título de construtores.

No ano passado, o dirigente pôde celebrar o título de Hamilton, piloto em que fez um investimento pessoal nos anos 1990 e viu tornar-se o mais jovem piloto a vencer a Fórmula 1. Entretanto, em 2009, a polêmica envolvendo o atual campeão manchou mais a imagem de Dennis. Hamilton admitiu ter mentido aos comissários do GP da Austrália sobre seu incidente com Jarno Trulli, após receber instrução de Dave Ryan, então diretor esportivo da equipe, que acabou demitido pelo escândalo.

Nos bastidores, cogita-se que a saída de Dennis da Fórmula 1 faz parte de uma estratégia para evitar uma punição maior a Hamilton, já que a FIA divulgou que pode até excluir o inglês da temporada em virtude do escândalo em Melbourne. Questionado sobre os motivos da demissão, Dennis foi sucinto. "Ninguém me pediu para fazer isso. Foi uma decisão minha", disse em entrevista coletiva.

"Assisti ao GP da Austrália como encarregado da McLaren e foi uma sensação estranha. Na corrida seguinte (GP da Malásia), eu vi pela televisão no Reino Unido e esperava que fosse traumático após tanto tempo seguido nos GPs. Não é fácil", revelou Dennis.

O dirigente aproveitou para explicar a nova linha que será lançada em 2011. "A McLaren desenvolveu nos últimos dois anos um programa para fazer uma linha de automóveis esportivos. Como parte deste plano, esta equipe se tornará independente do grupo e está programado um investimento de 250 milhões de libras (cerca de R$ 815,6 milhões) para uma nova fábrica de produção de carros, o que originará 800 postos de trabalho", destacou.

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