UOL Esporte Fórmula 1
 
02/11/2009 - 07h02

Mudanças no regulamento proporcionam o ano das equipes pequenas

Guga Fakri
Em São Paulo
Com menos auxílio eletrônico, restrições de giro dos propulsores, testes controlados e quantidade de motores e caixas de câmbio limitada, a temporada 2009 da Fórmula 1 proporcionou uma nova divisão de forças e viu as equipes pequenas superarem as grandes durante praticamente todo o campeonato.

EM ANO DE MUDANÇAS, BRAWN É CAMPEÃ

  • Bruno Domingos/Reuters

    Jenson Button e Ross Brawn começaram o ano desempregados e terminaram como campeões

A nova realidade da categoria ficou evidenciada pelos títulos de pilotos e construtores da Brawn GP, o vice-campeonato da Red Bull entre as equipes e a pole position e o pódio conquistados pela Force India, que no ano passado era a equipe mais fraca do grid. Enquanto isso, as poderosas Ferrari e McLaren amargaram um ano sem brilho e de dificuldades.

Sem dúvida, a maior surpresa da temporada foi a Brawn GP, que surgiu como uma grande incógnita ao substituir a Honda após a empresa japonesa deixar a categoria no fim de 2008. Ao assumir a equipe, Ross Brawn sabia que teria um bom carro em 2009: o BGP1 foi desenvolvido pelo inglês durante a temporada do ano passado, com grande investimento da montadora japonesa.

Menos de um mês após seu nascimento, a Brawn GP assombrou o mundo ao conquistar uma dobradinha no GP de abertura da temporada, na Austrália, com Jenson Button em primeiro e Rubens Barrichello em segundo. Após cinco pole positions e oito vitórias (seis de Button e duas de Barrichello), o time inglês entrou para a história da F-1 ao se tornar a primeira equipe campeã de construtores e de pilotos em seu ano de estreia.

Principal rival da Brawn este ano, a Red Bull teve, de longe, sua melhor temporada em cinco anos de Fórmula 1. Com o modelo RB5, desenhado pelo aclamado projetista inglês Adrian Newey, a equipe conquistou cinco pole positions e seis vitórias (quatro de Sebastian Vettel e duas de Mark Webber). Até então, o time austríaco nunca havia vencido um Grande Prêmio.

Mesmo fechando o ano em penúltimo lugar na tabela, a Force India foi destaque em 2009. Em sua segunda temporada na F-1, o time conquistou a pole position e o segundo lugar em uma das pistas mais tradicionais do calendário, Spa-Francorchamps. O piloto responsável pelo feito foi o italiano Giancarlo Fisichella, que acabou a temporada como substituto de Felipe Massa na Ferrari.

Enquanto as novas regras beneficiaram as equipes pequenas, atrapalharam os planos das poderosas Ferrari e McLaren, que dominaram as temporadas de 2007 e 2008. Na briga pelo título do ano passado, ambas as equipes mantiveram seus investimentos principalmente nos carros de 2008, em detrimento ao desenvolvimento dos bólidos que seriam usados este ano.

O resultado foi uma temporada inteira tentando recuperar o tempo perdido. A Ferrari só conseguiu marcar seus primeiros pontos na 4ª etapa, no Bahrein, com um 6º lugar de Kimi Räikkönen. Já a McLaren começou o ano com um dos carros mais lentos do grid. A equipe só conseguiu passar para a terceira parte (Q3) de um treino classificatório no GP da China, 3ª etapa do ano, quando Hamilton largou em 9º.

Com grande investimento, as duas equipes mais vencedoras da Fórmula 1 conseguiram melhoras significativas na segunda metade da temporada, mas já era tarde para lutar pelo título. No fim, a McLaren conseguiu "somente" duas vitórias, com Hamilton (Hungria e Cingapura), enquanto a Ferrari venceu apenas uma, com Räikkönen, na Bélgica. Mas a equipe inglesa, ao menos, terminou na terceira posição de construtores, à frente da equipe de Maranello.

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