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Fórmula 1


Tribunal francês anula banimento de Briatore imposto pela FIA

Das agências internacionais

Em Paris (França)

05/01/2010 12h38

Em audiência realizada nesta terça-feira, o Tribunal de Grande Instância de Paris anulou o banimento imposto à Flavio Briatore pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Com este resultado, a punição para de vigorar e Briatore ganha o direito de trabalhar novamente na Fórmula 1. Os advogados da FIA disseram que vão, provavelmente, entrar com uma apelação.

Briatore foi banido pela FIA após ser considerado culpado pelo maior escândalo da história da Fórmula 1. Quando era chefe da Renault, o italiano mandou o piloto brasileiro Nelsinho Piquet bater seu carro propositalmente para ajudar seu então companheiro de equipe, Fernando Alonso, a vencer o GP de Cingapura de 2008.

“A corte decidiu que a sanção era ilegal”, disse o juiz do tribunal em Paris, que declarou "ilegal a decisão do Conselho Mundial da FIA no dia 21 de setembro de 2009, em suas disposições relativas ao Sr. Briatore e o Sr.Symonds". Briatore ainda receberá uma compensação no valor de 15 mil euros (R$ 37 mil), apesar de ter pedido indenização no valor de 1 milhão de euros.

O tribunal ainda pediu a FIA que “notifique seus membros de que as disposições foram retiradas” nos próximos quinze dias. Caso isso não aconteça, a entidade será obrigada a pagar 10 mil euros por cada dia de atraso.

Briatore recorreu à decisão da FIA em 24 de novembro passado, alegando que sua punição teria sido dada por motivos pessoais do então presidente da FIA, Max Mosley, seu antigo desafeto. "Temos a sensação de que alguma justiça foi feita", disse o advogado de Briatore, Philippe Ouakrat, à agência AP.

"Estou certo de que o tribunal ficou bastante chocado com a maneira que a decisão foi tomada contra o Sr. Briatore. O Sr. Briatore é restabelecido em todas as suas capacidades para atuar na Fórmula 1 e nos esportes a motor", acrescentou Ouakrat. "É uma grande notícia."

Ex-engenheiro-chefe da Renault, Pat Symonds também teve sua suspensão de cinco anos cancelada, e receberá indenização no valor de 5 mil euros, apesar de ter pedido por 500 mil.

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