UOL Esporte Fórmula 1
 
18/01/2010 - 10h24

Alonso considera que sucesso na Ferrari "pode levar um tempo"

Das agências internacionais
Em Madri (Espanha)

A contratação de Fernando Alonso pela Ferrari sugere que o piloto espanhol lute pelo título da Fórmula 1 em 2010. No entanto, ele tratou de diminuir esta expectativa. Em entrevista à emissora de rádio Onda Cero, Alonso também mostrou estar contente com o ambiente que encontrou na escuderia italiana, “bem diferente” do vivido no passado.

“Não será fácil. Michael Schumacher precisou de cinco anos para ser campeão após ser contratado pela Ferrari. A Fórmula 1 não é matemática pura. Vemos isso também no futebol e em outros esportes, onde às vezes um time grande pode perder em um estádio de um clube pequeno que tenha mais vontade ou faça um gol de falta ou em um escanteio. Na Fórmula 1, é mais ou menos o mesmo. A teoria não é tudo. Na pista, as coisas precisam ir bem e é preciso demonstrar isso”, afirmou.

Sobre Felipe Massa, seu novo companheiro de equipe, Alonso falou sobre a polêmica discussão entre eles em Nurburgring e descartou qualquer problema com o brasileiro. “Isto ficou na memória de alguns poucos que buscam polêmica. Certamente haverá alguma curva na qual os dois McLaren sairão muito perto um do outro, e então se abrirá um debate sobre se Hamilton e Button têm problemas, ou se teremos Felipe e eu, ou Schumacher e Rosberg. Não há problema algum; estamos com a mesma mentalidade de ajudar a Ferrari”, comentou.

Alonso também falou sobre quem considera seus rivais em 2010. “É difícil estabelecer uma ordem. Os dois pilotos da Mercedes, Schumacher e Rosberg, os dois da McLaren, Hamilton e Button; talvez os da Red Bull, Vettel e Webber, e também meu companheiro Massa, são em teoria os maiores favoritos ao título. No entanto, pode haver surpresas, como no ano passado com a Brawn e a Toyota. Veremos nos testes de fevereiro. Hoje, há quatro equipes favoritas; o bom é que a Ferrari está entre elas”, analisou.

O piloto fez uma comparação entre o clima da Ferrari e o de outras equipes nas quais passou. “Aqui há um ambiente muito bom, muito mais familiar do que em qualquer outra, devido um pouco à história da escuderia e ao presidente Montezemolo, que deseja este clima, para haver uma boa comunicação entre seus componentes. Isto também se deve ao fato de sermos parecidos. É uma equipe italiana, latina, e temos este caráter mais aberto. É diferente das equipes inglesas, mais frias e calculistas. Na Ferrari, a vida é mais espontânea e relaxada”, concluiu.

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