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Gero Breloer/AP

Felipe Massa (d) bateu Alonso, mas ficou atrás de Mercedes e McLaren nesta sexta

12/03/2010 - 13h36

Massa e rivais adotam cautela para prever o grid; Barrichello relata dificuldades

Do UOL Esporte
Em São Paulo

TODT ESTUDA A VOLTA DO LIMITE DE 107% NOS TEMPOS

Presidente da FIA, o francês Jean Todt afirmou nesta sexta-feira que vai tentar reintroduzir a regra dos 107% nos treinos da Fórmula 1. Até 2002, todo piloto que fizesse tempos fora do limite na sessão de definição do grid, estaria fora da corrida. Se fosse adotada com os tempos desta sexta, Bruno Senna não correria o GP do Bahrein.

Depois das duas primeiras sessões de treinos com todos os 24 carros do grid da temporada 2010 da Fórmula 1, ainda restam muitas dúvidas, mesmo na cabeça dos pilotos. Favoritos como Felipe Massa evitaram fazer previsões sobre o grid para a prova do Bahrein, que será definido no sábado, apesar de a Mercedes ter colocado seus dois pilotos entre os três primeiros.

“Acho impossível saber, porque não tentamos a classificação. Vimos muitos carros rápidos, mas está complicado fazer uma análise neste momento”, disse Felipe Massa, “em cima do muro.”

Questionado sobre as chances de a Ferrari ser pole, o brasileiro disse: “É muito difícil responder esta pergunta, mas eu espero que seja a gente. Estou satisfeito”, afirmou, ao Tazio.

Massa fez o sétimo melhor tempo na tabela consolidada das duas sessões de treinos, tendo o trunfo de bater o seu novo companheiro de equipe, Fernando Alonso. O bicampeão do mundo fez a mesma análise, torcendo pela Ferrari, mas dizendo “não ter a menor ideia” de quem deve cravar a pole após esta primeira experiência na pista.

Enquanto isso, quem mostrou estar forte é a Mercedes, com a dupla alemão formada por Michael Schumacher e Nico Rosberg. O heptacampeão foi o terceiro colocado, atrás de Lewis Hamilton e do companheiro, que liderou a sexta-feira no Bahrein. Schumacher, no entanto, disse ainda estar em fase de adaptação.

"O carro esteve muito melhor na segunda sessão, apesar de eu ainda me sentir um pouco enferrujado. Agora me sinto pronto para o fim de semana”, disse o veterano, de volta à F-1. “Nós trabalhamos muito bem de tarde, apenas com alguns problemas de balanço".

Numa temporada cheia de estrelas, a McLaren conta com duas e “cercou” os alemães da Mercedes, com Hamilton em segundo e o atual campeão Jenson Button - estreante no time - em quarto.

“Ainda tenho de esperar para ver se tenho um carro para ser pole. Mas estou feliz com o desempenho. Fiquei um pouco frustrado com o tráfego que enfrentei em algumas voltas, mas um treino é assim”, explicou Button, em sua nova casa.

Superado por novato, Barrichello relata dificuldades

Quem não teve um bom início foi Rubens Barrichello, que deixou a Brawn GP (hoje Mercedes GP) para a Williams. Em seus primeiros treinos livres com a equipe, não passou do 16º melhor tempo combinadas as duas sessões.

TEMPOS CONSOLIDADO APÓS 2 SESSÕES

PILOTO TEMPO
1. Nico Rosberg (Mercedes GP) 1min55s409
2. Lewis Hamilton (McLaren) 1min55s854
3. M. Schumacher (Mercedes GP) 1min55s903
4. Jenson Button (McLaren) 1min56s079
5. Sebastian Vettel (Red Bull) 1min56s409
6. Nico Hulkenberg (Williams) 1min56s501
7. Felipe Massa (Ferrari) 1min56s555
8. Adrian Sutil (Force India) 1min56s583
9. Vitaly Petrov (Renault) 1min56s750
10. Fernando Alonso (Ferrari) 1min56s766
16. R. Barrichello (Williams) 1min57s452
22. Lucas Di Grassi (Virgin) 2min02s188
23. Bruno Senna (Hispania) 2min06s968

O resultado foi bastante aquém inclusive de seu companheiro, o novato Nico Hulkenberg, que o superou por cerca de um segundo. Barrichello explicou os acertos que definiram os tempos.

"Contente, não dá para ficar, porque o tempo não foi bom”, admitiu ele, ao Tazio. “Meu companheiro de equipe não tinha o carro mais leve, mas tinha o carro que foi treinado lá em Barcelona, então todos os experimentos foram feitos no meu carro. Quanto a isso estou super tranquilo. A falta de tranquilidade, talvez, é por ver que a Mercedes melhorou, é ver o quanto a Ferrari está bem."

Novatas sofrem, e Senna fica a 11 segundos

A diferença entre as equipes grandes e as novatas foi gritante no primeiro dia de treinos, a ponto de Bruno Senna, 23º colocado com a Hispania, ter ficado a 11 segundos do tempo de Nico Rosberg. Parte disso se deve ao fato de o time não ter feito testes.

Mesmo com tanta diferença, Bruno diz que acredita em uma evolução no treino livre e no classificatório de sábado. "Eu imagino que (melhorar) cinco segundos não seja uma marca difícil de atingir, porque a gente está com um acerto sem trabalho nenhum”, avaliou ele, que considerou "histórico" só o fato de ter ido para o asfalto.

No entanto, há possibilidade de Senna ficar fora do GP. "O risco existe. A equipe ainda não tem, em termos de estrutura, peças sobressalentes para o caso de alguma coisa muito grande quebrar, então o risco existe, mas acredito que estaremos na corrida e será uma grande prova de fogo para o carro. Será um grande sucesso se conseguirmos terminar a corrida", completou.

O outro brasileiro, Lucas di Grassi, da Virgin Racing, ficou apenas uma posição à frente de Senna, mas com quase cinco segundos de vantagem para o compatriota.

Neste sábado acontece mais um treino livre e a disputa oficial da classificação, às 8h (de Brasília). A primeira corrida do Mundial de F-1 é às 9h de domingo, com acompanhamento do Placar UOL.

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