UOL Esporte Fórmula 1
 
25/03/2010 - 08h48

Schumacher vê progresso, mas é modesto: "não sou mago"; Rubinho alfineta

Das agências internacionais
Em Melbourne (AUS)

Heptacampeão da Fórmula 1, Michael Schumacher é uma das lendas do esporte, com seu domínio por anos na categoria máxima do automobilismo. Nesta volta à competição depois de um período de aposentadoria, no entanto, o alemão mostra modéstia. Ele reconheceu que precisa progredir para retornar à sua melhor forma.

“Não sou um mago. Eu não sonhava em vir aqui e chutar o traseiro de alguém. Nem ser chutado", disse Schumacher, em Melbourne para o GP da Austrália deste fim de semana.

“Sei que as pessoas esperam muito de mim e me sinto orgulhoso. Estou progredindo e já estive muito tempo aqui para saber o que se necessita para ficar entre os primeiros", completou.

O alemão foi o sexto colocado na abertura do Mundial, no Bahrein, há duas semanas. Ele, que fez sua estreia pela Mercedes GP, foi superado durante todo o fim de semana pelo compatriota e companheiro de time Nico Rosberg.

“Quero ganhar, é natural. A alegria é maior quando há o êxito”, destacou Schumacher, que tem sofrido com os novos carros.

Rubinho alfineta

Ex-companheiro de Schumacher, o brasileiro Rubens Barrichello segue dando algumas alfinetadas no alemão. Em entrevista ao The Guardian publicada nesta quinta-feira, ele afirmou que o alemão corre o risco de manchar sua reputação caso não tenha sucesso no retorno à F-1 e não o faça apenas pelo prazer de pilotar.

A AGENDA EM MELBOURNE

1º treino livre: quinta, 22h30
2º treino livre: sexta, 02h30
3º treino livre: sábado, 00h00
Classificação: sábado, 03h00
Corrida: domingo, 03h00

“Acho que ele pode ir bem neste ano, mas quando ele deixou a F-1, vencia a todo momento. Se ele não se importar (de ter sido apenas sexto no Bahrein) e apenas correr por prazer, se dará bem”, disse Rubinho, que mostrou certa cautela para abordar o tema.

“Tenho de ser cuidadoso com o que falo, porque sempre parece que sai algo rude das minhas palavras”.

Barrichello ficou seis anos como companheiro e “fiel escudeiro” de Schumacher, justamente na fase áurea do heptacampeão. O brasileiro foi o décimo colocado na abertura do Mundial, em sua estreia pela Williams.
 

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