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 EFE/Ahmad Yusni

Até o momento, a temporada 2010 da Fórmula 1 é a mais disputada de todos os tempos

08/04/2010 - 07h01

Com 8 separados por um 3º lugar, F-1 2010 é a mais equilibrada da história

Guga Fakri
Em São Paulo

FÁBIO SEIXAS: APESAR DO EQUILÍBRIO DE INÍCIO, RED BULL É A MAIOR FAVORITA

Após três corridas, a temporada 2010 se configura, até agora, como a mais disputada da história da Fórmula 1. A diferença entre o líder Felipe Massa (39 pontos) e o oitavo colocado, Mark Webber (24 pontos), é de 15 pontos, pontuação referente a uma terceira colocação. Tal proximidade entre tantos pilotos nunca aconteceu na categoria.

A última vez em que o oitavo colocado na tabela após três corridas teve chance de se tornar líder com um terceiro lugar no GP seguinte foi em 1952, na terceira temporada da história da F-1. No entanto, além da terceira colocação, o piloto precisaria também cravar a volta mais rápida da prova, com a qual faria um ponto extra, de acordo com o regulamento da época.

TABELA DE 2010 APÓS 3 GPS

1. Felipe Massa, 39 pontos
2. Fernando Alonso, 37
2. Sebastian Vettel, 37
4. Jenson Button, 35
4. Nico Rosberg, 35
6. Lewis Hamilton, 31
7. Robert Kubica, 30
8. Mark Webber, 24

TABELA DE 1952 APÓS 3 GPS

1. Alberto Ascari, 9 pontos
1. Piero Taruffi, 9
3. Troy Ruttman, 8
4. Giuseppe Farina, 6
4. Jim Rathmann, 6
4. Rudi Fischer, 6
7. Robert Manzon, 4
7. Sam hanks, 4
7. Jean Behra, 4

Naquele ano, os líderes Alberto Ascari e Piero Taruffi tinham nove pontos, contra quatro de Robert Manzon, Sam Hanks e Jean Behra, que dividiam a sétima colocação e fechavam um grupo de nove pilotos separados por apenas cinco pontos. Como a terceira colocação valia quatro, um desses três pilotos só pularia para a liderança com um terceiro lugar se conseguisse também o ponto extra pela melhor volta.

Porém, não foi o que aconteceu. Alberto Ascari venceu as três corridas seguintes e conquistou o primeiro de seus dois títulos mundiais com a Ferrari. Mas, a situação de nove pilotos separados por apenas cinco pontos depois de três provas daquele campeonato é bem semelhante à atual.

Massa lidera com 39, com Fernando Alonso e Sebastian Vettel na sua cola, com 37. Jenson Button e Nico Rosberg têm 35, enquanto Lewis Hamilton soma 31. Surpresa com a Renault, Robert Kubica tem 30. Webber está um pouco mais atrás, com 24.

Ao analisar essa tabela, fica fácil entender porque Felipe Massa não mostrou tanto entusiasmo após conquistar a liderança em Sepang. “Ainda faltam 16 corridas”, disse o piloto da Ferrari após o sétimo lugar no último domingo. E Massa está certo em se manter cauteloso. 

Por exemplo, se em Xangai a Red Bull fizer mais uma dobradinha, com Alonso em terceiro, Hamilton em quarto, Kubica em quinto, Rosberg em sexto e Button em sétimo, Massa cairia para oitavo na tabela caso ficasse sem pontos em Xangai. No ano passado, o líder Button cairia no máximo para segundo se não pontuasse na quarta corrida, no Bahrein.

É claro que, apesar de realista, a combinação de resultados acima é muito pouco provável. Principalmente porque é difícil imaginar que a Ferrari cometa novo erro na classificação, forçando seus pilotos a largar no fim do grid ou tenha mais uma quebra. Mas o exemplo ilustra o nível de competitividade de um campeonato que, até o momento, é o mais equilibrado da história.

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