UOL Esporte Fórmula 1
 
12/05/2010 - 16h54

Schumacher evita perguntas sobre sua polêmica última corrida em Mônaco

Das agências internacionais
Em Monte Carlo (Mônaco)

Michael Schumacher evitou responder às perguntas sobre a última corrida que disputou em Mônaco, quatro anos atrás. Na ocasião, o alemão tinha o melhor tempo do treino de classificação e vinha em sua última volta rápida quando “errou” e parou seu carro no grampo da curva Rascasse, bloqueando a pista e impedindo que seu maior rival, Fernando Alonso, melhorasse seu tempo. Os comissários entenderam que a manobra foi deliberada e Schumacher perdeu a pole e teve de largar em último.

Nesta quarta-feira, ao ser questionado sobre o episódio de 2006, o piloto da Mercedes foi questionado por várias vezes sobre o episódio, mas considerou o assunto “chato” e culpou a mídia por desenterrar o assunto. “Nada vai mudar se falarmos do passado, porque estamos em 2010. Vamos olhar para frente, e não para trás”, falou o heptacampeão mundial em Monte Carlo.

“Me diverti muito naquela corrida, saindo de último para terminar em quinto. Foi divertido”, acrescentou Schumacher. Maior prejudicado pela “estratégia” do alemão naquela prova, Alonso disse que perdoou o heptacampeão, já que conquistou naquele ano seu segundo título mundial. “Não há nada o que pensar sobre isso. É um incidente de menor importância. Só isso”, disse o espanhol da Ferrari.

Caso vença a corrida, Schumacher igualará o recorde de Ayrton Senna, que venceu seis vezes em Mônaco. No entanto, o alemão preferiu não especular sobre como pode reagir no caso de conquistar tal feito. “Emotivo você fica, isso é natural. Não sou estrela do cinema ou alguém que finge estar emocionado, então não sei o que pode passar pela minha cabeça em qualquer tipo de conquista”, falou.

“Nós podemos conquistar uma vitória aqui neste final de semana? É isso que temos que saber. Após Barcelona, nem vale a pena falar sobre essa possibilidade, porque estamos bem atrás”, acrescentou, pessimista. Schumacher criticou a decisão das equipes de não dividir o treino de classificação em dois grupos de 12 carros que iriam para a pista, medida sugerida pelos pilotos para evitar o problema iminente de tráfego nas estreitas ruas do circuito.

“Sugerimos, como pilotos, dividir a classificação em dois grupos. Mas alguns chefes de equipe acharam que era melhor tentar tirar proveito do caos do que ter uma classificação limpa. Vamos ver quem vai sofrer com isso”, disse o alemão.

Schumacher também mostrou não entender porque o circuito de Monte Carlo, com suas curvas estreitas e pouco espaço para ultrapassagens, permanece no calendário desde 1950 enquanto as autoridades da F-1 fazem campanha para melhorar a segurança na categoria.

“É irônico porque sempre buscamos melhorar nesse aspecto e ter as pistas mais seguras possível, mas então voltamos e corremos aqui. E o pior é que sou obrigado a dizer: é divertido [correr em Mônaco]”, finalizou o piloto da Mercedes.

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