UOL Esporte Fórmula 1
 
10/08/2010 - 12h00

Temporada de especulações para 2011 abre com Bruno Senna e equipes pequenas

Rubens Lisboa
Em São Paulo

Com a incerteza de permanência da equipe Hispania, a negociação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para definir a 13ª escuderia do grid e a indefinição de pilotos na Renault e na Toro Rosso, o mercado de pilotos deverá começar a ficar agitado nas próximas semanas, a partir da disputa das sete corridas que encerram a temporada.

O brasileiro Bruno Senna é um dos que ainda não sabem nem mesmo se terão vaga para correr em 2011 e com a incerteza sobre a continuidade da Hispania, o sobrinho de Ayrton Senna passa a ser citado para outras vagas, apesar de não admitir que esteja negociando com outras escuderias.

Enquanto o russo Vitaly Petrov não tem agradado aos dirigentes da Renault, apesar de estar na equipe devido ao apoio financeiro, e o suíço Sebastien Buemi negou ter renovado seu contrato com a Toro Rosso, os alemães Timo Glock, da Virgin, e Adrian Sutil, da Force India, são especulados para as vagas, enquanto a imprensa europeia afirma que Bruno Senna poderia estar envolvido na disputa por uma das vagas.

Além dos pilotos e as equipes atuais, há pilotos que estão fora da Fórmula 1 atualmente, como o venezuelano Pastor Maldonado.

“A gente sempre conversa e das relações que você tem com as pessoas a gente sempre fica sabendo o que está acontecendo. Conversa oficial com equipe a gente não tem, mas estamos, é claro, vendo quais são as opções não só para o ano que vem”, afirma Bruno Senna.

“A gente tem que trabalhar para garantir que de uma forma ou de outra eu vou estar no ano que vem, sendo com essa equipe ou outra equipe”, completa o piloto brasileiro.

Quem não admite a mudança de equipe é Adrian Sutil, que não vê vantagem em trocar a Force India pela Renault e afirma que pela confirmação de que Ferrari, McLaren e Red Bull vão manter suas duplas de pilotos, restam poucas opções boas de troca de cockpit.

“Está muito perto para dizer, ninguém sabe o que a Renault vai fazer. As pessoas estão especulando. Nós [da Force India] somos muito similares à Renault, eles estão apenas uma ou duas posições à nossa frente. No momento, não vejo qualquer razão para mudar de equipe”, afirmou Sutil em entrevista à agência indiana PTI.

Outra possibilidade que foi cogitada nos últimos dias seria a compra de parte da Sauber pela empresa de telefonia mexicana Telmex, que pertence ao mexicano Carlos Slim, também proprietário da brasileira Embratel, patrocinadora de Bruno Senna.

Questionado pelo UOL Esporte sobre a possibilidade de correr pela Sauber em 2010 devido à negociação da equipe, Bruno Senna afirmou que ficou sabendo apenas pela imprensa, mas que ficaria satisfeito por saber que teria uma boa equipe para correr.

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