UOL Esporte Fórmula 1
 
10/08/2010 - 07h58

Villeneuve admite que fiasco da USF1 pode atrapalhar sua nova equipe

Do UOL Esporte
Em São Paulo

O piloto canadense Jacques Villeneuve admitiu que seus esforços para garantir a entrada de sua nova escuderia na temporada 2011 da Fórmula 1 podem ser derrubados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em escolha de qual será a 13ª ocupante do grid da principal categoria automobilística.

Villeneuve trabalha em uma equipe própria em parceria com a escuderia italiana Durango, ex-participante da GP2, para tentar a vaga na Fórmula 1, o que marcaria também o seu retorno à categoria. A disputa da Villeneuve/Durango para entrar no grid é com a Epsilon Euskadi e a Stefan GP.

Apesar da dedicação e a satisfação com o seu trabalho, Jacques Villeneuve tem o receio de que os problemas na escolha das estreantes de 2010 possam atrapalhar. No ano passado a FIA escolheu Lotus, Virgin (então chamada Manor), Hispania (então chamada Campos), além da USF1, que com problemas financeiros nem entrou na F-1.

“É difícil de ser aceita neste ano porque a FIA não quer que o fiasco de 2009 seja repetido”, afirmou Villeneuve, de 39 anos, em entrevista à La Presse durante o fim de semana da Nascar em Watkins Glen.

“Estamos trabalhando muito duro sem saber atualmente o que vai acontecer. É possível que o nosso projeto seja o melhor, mas também é possível que seja rejeitado”, completou o canadense.

Villeneuve garante não estar preocupado que o presidente atual da FIA seja o francês Jean Todt, que comandava a equipe Ferrari quando o canadense ganhou o título mundial contra Schumacher em 1997, na qual o alemão foi desclassificado por tentar tirar Villeneuve da pista.

“De forma alguma, Jean Todt não estará sozinho nesta decisão, tenho certeza”, afirma Jacques Villeneuve.

O piloto canadense que atualmente corre na categoria norte-americana Nascar afirma que disputar as provas nos Estados Unidos simultaneamente com a temporada da Fórmula 1 não será problema. Ele acredita que o fato de continuar também no automobilismo norte-americano pode trazer apoio à sua equipe provindo dos EUA.

“Há três anos, quando eu deixei a Fórmula 1 de lado, havia pessoas interessadas em me apoiar, mas não deste lado do Atlântico”, finalizou o canadense.

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