UOL Esporte Fórmula 1
 
11/08/2010 - 07h00

"Não saí antes da Ferrari porque não tinha carro melhor", diz Rubinho

Rafael Krieger
Em Cotia (SP)
  • Barrichello revelou que ordem da Ferrari em 2002 foi longa conversa e voltou a falar em escrever livro

    Barrichello revelou que ordem da Ferrari em 2002 foi "longa conversa" e voltou a falar em escrever livro

Quando Rubens Barrichello deixou Michael Schumacher passar na reta final do GP da Áustria de 2002, o rádio da Ferrari não foi divulgado. O brasileiro ainda prefere guardar o teor daquela “longa conversa” para o possível livro que pensa em lançar sobre os bastidores da Fórmula 1. Mas ele admitiu que aquela ordem da equipe comprometeu o restante de sua trajetória na escuderia italiana.

“Fiquei arrependido já na primeira segunda-feira, vi que a situação não ia mudar, e só não mudei de equipe antes porque não tinha carro melhor”, declarou Barrichello durante o evento de kart que promoveu com jornalistas na Granja Viana.

Atualmente na Williams, o piloto resistiu na Ferrari por mais três temporadas após aquele episódio. Depois, em 2006, assinou contrato com a equipe Honda, e só voltou a vencer corridas em 2009, com a Brawn GP.

Independentemente do jejum de vitórias, Barrichello acredita que tomou a decisão certa ao sair da Ferrari um ano antes do fim de seu contrato: “Na hora em que me vi que não iam dar chance para ganhar, e sim chegar em segundo, saí da equipe e fui curtir a vida, com carros piores, mas muito mais feliz”.

Barrichello lembrou da ocasião em que a Ferrari o pediu para deixar Schumacher passar, e chegou a dizer que os jornalistas brasileiros tiveram “sorte” ao não ouvir o rádio da equipe, assim como aconteceu no episódio em que Felipe Massa cedeu a liderança para Fernando Alonso no último GP da Alemanha.

“Foi uma longa conversa. Mas eu tenho esse papel lá em casa, se um dia eu for escrever o livro... Todo mundo fala que vou escrever, mas não tenho essa ideia tão clara. Escrevo aos poucos, por prazer, não é algo que eu faço por que quero vingança”, esclareceu Barrichello.

Embora toda aquela polêmica de 2002 tenha sido ressuscitada pelo episódio envolvendo Felipe Massa, Barrichello já não se assombra mais com isso e está de olho somente no seu futuro na Williams, equipe que o conduzirá ao 300º GP no dia 29 de agosto na Bélgica, recorde absoluto da categoria.

“Hoje, conquistei um espaço dentro da Williams de que me orgulho demais. A gente já vem trabalhando bastante, por isso acho que é natural poder renovar tranquilo. Tenho feito um trabalho para que o carro do ano que vem esteja acertado e fazendo um bom papel. Espero que a Williams do ano que vem esteja melhor do que esteve esse ano”, acrescentou o piloto de 38 anos.

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