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EFE/Christophe Karaba

Felipe Massa e Fernando Alonso já estão no sétimo motor diferente em 2010

06/09/2010 - 07h00

Trocas de motores podem arruinar chances da Ferrari na briga pelo título

Do UOL Esporte
Em São Paulo

A Ferrari ainda tem seis provas para tirar a diferença dos rivais nos campeonatos de pilotos e construtores. Para isso, conta com o carro que menos quebra durante as corridas. Mesmo assim, Felipe Massa e Fernando Alonso ainda podem ser prejudicados pela equipe. Os dois estão entre os que mais trocaram de motores na temporada, e estão bem próximos de uma punição.

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De la Rosa
(9 motores)

Alonso
(7 motores)

Massa
(7 motores)

A situação é agravada porque a próxima prova é o GP de Monza, no circuito mais rápido da Fórmula 1, e o que mais exige dos motores. A Ferrari vai correr em casa, e estará pressionada pela necessidade de um bom resultado para continuar na briga pelo título. E o outro desafio será terminar a corrida sem trocar de propulsor.

Durante o GP da Bélgica, nas curvas velozes de Spa-Francorchamps, 20 dos 24 pilotos no grid optaram por utilizar um motor ajustado às características do circuito. Massa e Alonso estiveram entre eles, e já somam sete novos propulsores, o maior número entre as equipes de ponta. O regulamento permite no máximo oito.

Somente Pedro de La Rosa utilizou mais motores do que Massa e Alonso. Piloto da Sauber, que usa motor Ferrari, o espanhol chegou ao seu nono propulsor diferente durante o treino de classificação na Bélgica, e por isso perdeu dez posições no grid.

Segundo o regulamento da FIA, cada piloto tem o direito de usar até oito motores diferentes durante a temporada. Quem passar desse número terá que cumprir punição com a perda de dez posições no grid da largada seguinte. Neste ano, quem usar dois propulsores adicionais no mesmo evento ainda terá que acumular outra penalização para a próxima prova.

“Não vejo motivo para ficar preocupado”, declarou o chefe da Ferrari, Stefano Domenicali, ao ser questionado pela mídia local sobre a possível punição nas últimas provas da temporada. O dirigente mostrou confiança de que o mesmo motor usado em Spa poderá resistir ao GP de Monza, que tem características semelhantes.

No entanto, se um dos pilotos trocar de motor novamente durante o GP da Itália, chegará pressionado à próxima prova, marcada para o dia 26 de setembro. E passará a correr sério risco de ter que cumprir punição na corrida do Japão, dia 10 de outubro.

Se desta vez é a Ferrari que tem essa dor de cabeça, no ano passado foi a Renault, que forçou a Red Bull a atingir o limite de trocas. Em 2010, porém, a escuderia francesa tem o melhor índice. Além de manter os pilotos da Red Bull na média de seis motores, Robert Kubica e Vitaly Petrov são os que menos usaram novos propulsores, com cinco cada.

Uma preocupação que contradiz os números de confiabilidade da Ferrari. A escuderia italiana é a que menos quebra durante as corridas – fora o acidente no GP da Bélgica, Alonso só teve problemas mecânicos uma vez, na Malásia. Já Felipe Massa recebeu a bandeirada em todas as corridas que disputou em 2010.

No entanto, apenas Alonso tem chances reais de disputar o título, com 41 pontos atrás do líder Lewis Hamilton, em quinto lugar na classificação. No Mundial de construtores, a Ferrari soma 250 pontos, contra 330 da primeira colocada, a Red Bull.

A ameaça de punição por causa dos motores promete então ser mais uma dor de cabeça para a Ferrari, que nesta quarta-feira ainda enfrenta o Conselho Mundial da FIA em Paris. A equipe será julgada por infringir o regulamento ao dar ordens a Felipe Massa para deixar Fernando Alonso passar e vencer o GP da Alemanha. Além da multa de US$ 100 mil já cobrada, a escuderia pode sofrer novas sanções.

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