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Fórmula 1

Chefe defende ousadia da McLaren e vê time mais perto dos líderes

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

04/01/2016 06h00

A McLaren viveu uma de suas piores temporadas da história em 2015, pontuando em apenas quatro oportunidades e chegando em nono e penúltimo lugar no campeonato. Grande parte disso ocorreu devido ao rendimento ruim do motor Honda, mas o carro também ficou devendo do ponto de vista aerodinâmico. Mesmo assim, o chefe Eric Boullier defendeu o conceito usado no carro de 2015.

Mesmo sabendo que teria de se adaptar ao novo fornecedor de motores nesta temporada, a McLaren optou por ousar também do ponto de vista aerodinâmico, especialmente com uma parte traseira bastante seca, o que ficou conhecido como “tamanho 0”, em alusão ao menor número de vestuário adotado em diversos países. Isso foi apontado como um fator que dificultou o trabalho da Honda, que teve de lidar com o pouco espaço para seu motor, especialmente na parte de arrefecimento.

Boullier, contudo, acredita que a ousadia é a única forma, a longo prazo, de fazer com que o time, que não conquista um campeonato desde 2008, volte a vencer. “Não esqueça que, durante a temporada, nós não pudemos mudar tudo o que queríamos [no motor]. Um dos elementos básicos envolvendo a recuperação de energia do motor não estava funcionando como o esperado, e isso foi muito ruim para nós e nos custou vários segundos por volta”, lembrou, referindo-se aos problemas do motor.

“Mas a princípio, se você quer bater a Mercedes, tem de fazer algo melhor. Então a maneira como nós decidimos desenhar e trabalhar seguiu outro caminho. Ambicioso demais? Acho que é muito cedo para dizer. Temos de esperar. O carro não impactou nem um pouco no motor. Dissemos a eles que queríamos o carro mais esguio possível. Mas nunca impusemos nada em termos de tamanho.”

O dirigente francês está confiante de que a McLaren possa dar a volta por cima na próxima temporada. “Se você observar a performance durante a temporada, vemos que chegamos nos caras da ponta mesmo com regras restritas, então houve pontos positivos.”

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