Fórmula 1

'É tarde demais para a F-1 ter um novo motor em 2017', defende engenheiro

Divulgação Renault
Imagem: Divulgação Renault

Do UOL, em São Paulo

06/01/2016 10h41

Na tentativa de diminuir o poder das fornecedoras de motores e diminuir os custos, a Federação Internacional de Automobilismo vem pleiteando o uso de um motor alternativo a partir de 2017. Porém, para Mario Illien, responsável pela Ilmor e atualmente trabalhando na melhoria do propulsor da Renault, já não há mais tempo de promover a estreia da novidade ano que vem.

“Acho que já é tarde demais. Considero 2018 mais realista”, disse à Auto Motor und Sport.

Perguntado se o custo de 7 milhões de euros pretendido pela federação pode ser alcançado, o engenheiro também considera essa meta otimista. “Se ninguém pagar pelos custos de desenvolvimento, será difícil. O fato de que são usados quatro motores por temporada não diminui os custos - na verdade, aumenta. Você tem de se assegurar bem cedo na temporada [de que o motor vai durar] e depois só pode mudar pouca coisa.”

Falando sobre o motor Renault, que ajudará a desenvolver, Illien está confiante de que, mesmo com pouco tempo para trabalhar, uma vez que assinou seu contrato apenas no final de dezembro, os primeiros progressos poderão ser vistos já no início da temporada.

“Com 32 fichas de desenvolvimento dá para fazer muita coisa, mas não temos tempo. Precisamos ver o que será possível fazer em nossa parceria com a Renault. Mas o que temos hoje não é tão ruim e será melhorado gradualmente. Espero que possamos mostrar no início da temporada que progredimos.”

No entanto, quando perguntado se o Renault pode chegar no nível dos melhores motores, Mercedes e Ferrari, o engenheiro pediu tempo. “Isso provavelmente levará mais do que um ano”, reconheceu. “Os outros também vão melhorar.”

Os carros da F-1 volta à pista dia 22 de fevereiro, nos primeiros testes da pré-temporada, na Espanha. A abertura da temporada será na Austrália, dia 20 de março.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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