Fórmula 1

Lewis Hamilton diz que F-1 'tem que ser diferente do que é há 20 anos'

Lars Baron/Getty Images
Imagem: Lars Baron/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

07/01/2016 11h39

Lewis Hamilton tinha tudo para estar contente com os rumos atuais da Fórmula 1. Afinal, após ficar seis anos sem título, conquistou os últimos dois mundiais - o último, com três provas de antecipação. Mas o tricampeão revelou que está insatisfeito com a categoria, tanto dentro, quanto fora das pistas.

O inglês de 31 anos sente falta de mais disputas por posição reais, sem o auxílio da asa traseira móvel, adotada em 2011 para ajudar no aumento do número de ultrapassagens.

“Acho que a Fórmula 1 precisa mudar. Por exemplo, o DRS não parece orgânico, natural. Eu quero ver disputas mais próximas, roda a roda. Precisa ser como era nos tempos de kart”, defende. “Precisamos fazer com que a Fórmula 1 seja bem diferente do que tem sido nos últimos 20 anos.”

Hamilton também acredita que a categoria precisa mudar sua postura em relação aos fãs, que dificilmente tem acesso a seus ídolos. Na maioria dos finais de semana de corrida, são organizadas sessões de autógrafos e alguns circuitos permitem que os torcedores visitem as garagens às quinta-feiras, quando não há atividades de pista. Porém, Hamilton acredita que isso é pouco e que a F-1 deveria aprender com outras categorias.

“Há algumas coisas que poderíamos aprender com a NASCAR. É um show legal, um grande espetáculo, particularmente para os torcedores. É um pouco como a [categoria de turismo alemã] DTM, os fãs ficam bem próximos dos boxes e dos pilotos. O evento em si é muito bacana.”

O inglês salientou ainda sua preocupação com o aumento de pistas novas no calendário. Para ele, elas não são tão boas quanto circuitos clássicos, como Mônaco, Spa-Francorchamps ou Silverstone.

“Seria bom manter o equilíbrio entre os circuitos clássicos ao invés de correr em um monte de circuitos novos porque eles normalmente não são tão bons quanto os velhos. Eles não têm a mesma história e acho que é importante nos manter perto dessa herança da Fórmula 1, que são estas pistas históricas.”

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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