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Fórmula 1

Ferrari na cola e McLaren mais forte: as 10 perguntas da temporada de 2016

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Imagem: AP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

11/01/2016 06h00

Mesmo em um ano de poucas mudanças técnicas e de estabilidade no mercado de pilotos, não faltam perguntas a serem respondidas no que deve ser o campeonato mais longo da história da Fórmula 1. Ao longo de 21 etapas, a Ferrari de Sebastian Vettel tentará ameaçar o domínio de Lewis Hamilton e da Mercedes, atuais bicampeões mundiais.

A temporada começa dia 20 de março, com o GP da Austrália. Mas os carros voltarão às pistas para os primeiros testes da pré-temporada dia 22 de fevereiro, no Circuito da Catalunha, na Espanha.

Confira as 10 perguntas da temporada 2016:

1. Rosberg vai conseguir pressionar Hamilton?
Depois de uma briga apertada em 2014, Nico Rosberg não foi páreo para Lewis Hamilton durante a maior parte da última temporada. No entanto, o alemão conquistou três vitórias nas últimas três provas e tenta se reerguer em 2016.

2. O quanto a Ferrari vai crescer?
Vinda da pior temporada desde 1981, a Ferrari viveu uma grande evolução no último ano, conquistando três vitórias e 13 pódios e se tornando a grande rival da Mercedes. No entanto, o time precisa crescer mais para que Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen consigam lutar pelo título. Na avaliação do presidente da empresa italiana, o time tem os recursos necessários para chegar lá.

3. A McLaren vai se recuperar?
Na primeira temporada da parceira com a Honda, a McLaren teve um ano desastroso, amargando a penúltima colocação no campeonato. Com a possibilidade de desenvolver o motor na pré-temporada, contudo, a expectativa do time é ganhar mais de 2s por volta e lutar entre os primeiros.

4. Quem vai ditar as regras?
Nos bastidores, a Fórmula 1 vive uma disputa pelo poder, com o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, preocupado com os gastos e o promotor Bernie Ecclestone querendo tirar o poder das montadoras. Mas times como a Ferrari e a Mercedes não querem diminuir sua influência e prometem levar a briga adiante.

5. A Renault será competitiva?
Depois de decepcionar nos últimos dois anos, após a adoção do regulamento com motor V6 turbo híbrido, a Renault retorna como construtora em 2016. Porém, apesar do grande investimento prometido, o time terá pouco tempo para se estruturar, uma vez que a compra da Lotus só foi concluída em dezembro.

6. A Red Bull vai perder da Toro Rosso?
Após muitas ameaças de deixar a Fórmula 1, a Red Bull permaneceu na categoria, mas sem o motor competitivo que queria: o time usará um Renault, renomeado como Tag Hauer. Isso abre a possibilidade de ser superada por sua equipe satélite, a Toro Rosso, que contará com os motores Ferrari de 2015.

7. A Williams terá chance de pódios?
O time de Felipe Massa e Valtteri Bottas terminou 2014 como a segunda força do grid, mas o crescimento da Ferrari fez com que o time chegasse ao pódio em apenas quatro oportunidades ano passado. Com a expectativa de crescimento da McLaren e da Force India, que terminou bem a última temporada, o time precisa crescer para se manter como terceira força.

8. Como será a briga entre Sauber e Haas?
A equipe Haas estreia em 2016 com um projeto forte, tendo desenvolvido seu carro no túnel de vento da Ferrari e usufruindo de uma extensa parceria com os italianos. Isso gera a expectativa de que o time nasça competitivo, podendo lutar de igual para igual com a Sauber, que também usa o motor Ferrari.

9. O motor alternativo vai sair do papel?
A proposta de um motor mais barato e desenvolvido por empresas independentes foi barrada pelas equipes, mas uma alteração no regulamento permite que a FIA defina pela introdução da novidade mesmo sem ter apoio. Tudo depende das soluções que as montadoras apresentarem para melhorar o preço e a competitividade dos motores atuais.

10. Como serão os carros em 2017?
As primeiras notícias sobre o regulamento de 2017, que visa tornar os carros mais rápidos e com visual mais agressivo, geraram algumas críticas dos pilotos. A expectativa de que a aerodinâmica ganhe importância trouxe o temor de que as ultrapassagens fiquem mais difíceis, o que pode alterar parte do projeto.

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