Fórmula 1

Pirelli surpreende e deixa novo pneu ultramacio de fora dos primeiros GPs

Bryn Lennon/Getty Images
Imagem: Bryn Lennon/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

14/01/2016 10h46

Novidade na temporada de 2016 da Fórmula 1, o pneu ultrapamacio só deve estrear na sexta etapa do mundial, em Mônaco. Isso porque a Pirelli anunciou que os mesmos compostos - médio, macio e supermacio - serão disponibilizados às equipes nas quatro primeiras etapas.

E, como o palco da quinta etapa, em Barcelona, na Espanha, possui curvas de alta velocidade, o ultramacio não seria uma opção viável.

Por enquanto, foram divulgadas as opções para os GPs da Austrália, que abre a temporada em 20 de março, China, Bahrein e Rússia. A grande surpresa foi a ausência dos ultramacios para a prova de Sochi, uma vez que as opções de maior degradação (macio e supermacio) foram utilizadas ano passado e os pilotos não tiveram problemas de desgaste.

Pelo regulamento que estreia em 2016, as equipes terão de escolher previamente dois compostos para utilizar ao longo do final de semana. A única exceção é a disputa da fase decisiva da classificação, o Q3, no qual serão usados, obrigatóriamente as opções mais macias disponíveis para a prova. No caso das quatro primeiras etapas, quem estiver na disputa do top 10 da classificação terá de usar os supermacios. Este jogo de pneus, contudo, tem de ser devolvido antes da corrida.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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