Fórmula 1

Rejeitado em 2015, reabastecimento durante os GPs pode voltar ano que vem

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

15/01/2016 11h39

A Fórmula 1 pode voltar a ter reabastecimento durante as corridas. A ideia chegou a ser estudada ano passado, mas foi rejeitada. Porém, como os dirigentes e engenheiros não conseguem chegar a um consenso sobre as mudanças no regulamento dos carros para 2017, a proposta voltou a ser considerada.

A categoria vive uma fase de buscar alternativas para aumentar o nível de competitividade das corridas e um extenso conjunto de medidas é esperado para o ano que vem.

O reabastecimento durante as corridas foi banido no final de 2009, por questões de segurança. E, de acordo com estudos realizados pelas equipes ano passado, seu retorno teria um efeito negativo nas corridas, uma vez que os dados de 1994 a 2009, quando a prática era liberada, mostram uma queda considerável no número de ultrapassagens. Ainda assim, a ideia voltou a ganhar força nas últimas semanas.

Um dos dirigentes que apoia o retorno do reabastecimento é o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, assim como o promotor Bernie Ecclestone. Entre os pilotos, Felipe Massa é um dos que já declararam concordar com a proposta. Os defensores da ideia lembram que, com os carros mais leves durante as corridas, os pilotos poderiam forçar mais o ritmo.

A ideia para 2017 é que os carros sejam significativamente mais rápidos e que, ao mesmo tempo, o custo e a importância das unidades de potência para a performance diminuam. 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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