Fórmula 1

Montadoras e dirigentes chegam a acordo e garantem motor V6 turbo até 2020

Divulgação
Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

20/01/2016 11h06

A queda de braço entre as montadoras e os órgãos reguladores da Fórmula 1 chegou ao fim com a aprovação do corte de preços das atuais unidades de potência e a garantia de que o projeto de um motor alternativo não sairá do papel pelo menos até 2020.

O acordo terminou com meses de pressão da Federação Internacional de Automobilismo e dos detentores dos direitos comerciais da F-1, a FOM, descontentes com o atual nível de competitividade da categoria e os altos custos. Apesar do novo preço não ter sido definido, acredita-se que o valor tenha caído de cerca de 20 milhões de dólares para 12.

As montadoras também aceitaram padronizar partes da unidade de potência, evitando diferenças gritantes entre os equipamentos, em regras que ainda estão sendo definidas e devem entrar em vigor em 2018.

Desde a introdução das atuais regras para motores, a Mercedes vem dominando o esporte, conquistando com facilidade os dois últimos campeonatos.

Outra medida para diminuir os custos foi restringir o uso de três caixas de câmbio por temporada. Hoje, o limite é de cinco.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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