Fórmula 1

Red Bull pode levar multa de 30 mil euros por exibição na neve

Do UOL, em São Paulo

21/01/2016 09h49

A exibição de Max Verstappen com um carro de Fórmula 1 nos alpes austríacos pode ter saído caro para a Red Bull. A escuderia corre o risco de ser multada em 30 mil euros (cerca de R$ 135 mil) pelo evento realizado no famoso resort de Kitzbuhel no último dia 14 de janeiro.

Durante a apresentação, o piloto holandês guiou o RB7 (carro da temporada de 2011) em uma pista de esqui criada na montanha de Hahnenkamm a mais de 1.600 metros de altura. Mais de 3.500 pessoas estiveram no local para acompanhar a exibição.
 
Verstappen e a Red Bull estavam ajudando a promover o GP da Áustria de F-1, que será realizado em julho, mas as autoridades locais parecem não ter visto o lado bom do evento da F-1.
 
Segundo o jornal Tiroler Tageszeitung, procedimentos administrativos estão sendo criados contra a Red Bull, já que a escuderia não teria permissão para realizar o evento nos alpes austríacos. Michael Berger, diretor do resort de Kitzbuhel, confirmou a notícia e acrescentou que é necessária uma autorização para qualquer veículo trafegar fora das ruas e rodovias pelo perigo de causar danos à natureza.
 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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