Fórmula 1

Hamilton é ícone da F-1 no mundo. Mas não consegue conquistar os ingleses

Do UOL, em São Paulo

23/01/2016 06h00

Em termos mundiais, não tem para ninguém: Lewis Hamilton é atualmente o piloto mais popular da Fórmula 1, com 8,753 milhões de seguidores, unindo as principais redes sociais usadas pelos pilotos e equipes (somando Twitter, Facebook e Instagram), bem à frente do segundo colocado Fernando Alonso (4,328 milhões) e do terceiro, Jenson Button (3,463 milhões).

Porém, a Inglaterra ainda custa a abraçar o tricampeão, que perde para Button em termos de popularidade dentro de seu país. A fama de bom moço e profissional ético conquistada nos últimos anos fazem com que o piloto da McLaren ganhasse pontos na terra natal mesmo que não vença uma corrida sequer desde o GP do Brasil de 2012.

No caso de Hamilton, mesmo sendo o piloto mais vencedor da Grã-Bretanha na história e tendo conquistado três títulos, feito apenas obtido por um britânico, Jackie Stewart, até hoje, existe a discussão na Inglaterra do por que ele não é amado.

Os analistas acreditam que o estilo de vida pouco ortodoxo para um atleta de alto nível, as declarações polêmicas do inglês especialmente quando as coisas não saem como planejado e até o racismo contra o único negro da história da Fórmula 1 como razões para o público britânico não se identificar com Hamilton como seria de se imaginar por se tratar de um dos maiores vencedores da história de um esporte com muita tradição no país.

“Hamilton foi de prodígio pobre do kart a ícone fashion com cabelo descolorido. Uma combinação de desgosto pela ostentação e inveja significa que os fãs de esporte britânicos preferem que seus heróis sejam humildes”, publicou um dos maiores jornais do país, o Daily Telegraph, descrevendo o piloto como ‘petulante’. “Só David Beckham pode curtir um estilo de vida luxuoso e ainda mantém uma admiração universal.”

Um dos maiores nomes da Grã-Bretanha na Fórmula 1, Stirling Moss, rival de Juan Manuel Fangio nos anos 1950, concorda com a análise. “Ele era um cara que estava na arquibancada, e agora é uma das chamadas superestrelas. Isso não é como os ingleses são. Somos mais reservados”.

A questão do racismo, por sua vez, foi discutida por outro grande jornal inglês, o Guardian, que deu o exemplo de outro esportista do país, Mo Farah, que não ficou sequer entre os três mais votados como personalidade esportiva do ano no país quando conquistou o ouro olímpico em Londres 2012.

A resistência dos compatriotas, contudo, não impede o inglês mais poderoso da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, em reconhecer em Hamilton uma grande ferramenta de promoção da categoria no mundo. “Ele é o melhor campeão que já tivemos, é fantástico”, disse o promotor. “Ele atinge todos os tipos de pessoas ao redor do mundo. Ele pode ir a praticamente qualquer lugar vestido normalmente e será reconhecido. Não há outro piloto que seja assim”, defendeu.

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