Fórmula 1

'Se Verstappen é o novo Senna, quem serei eu se batê-lo?', pergunta Sainz

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

26/01/2016 12h04

O espanhol Carlos Sainz viu seu companheiro Max Verstappen ganhar os holofotes na temporada de estreia de ambos, ano passado. O holandês de 18 anos chegou a ganhar o prêmio de destaque do ano pela Federação Internacional de Automobilismo.

No entanto, Sainz acredita que fez um trabalho no mesmo nível do companheiro de Toro Rosso e acredita que pode batê-lo em 2016.

“Um ajuda o outro quando competimos, é algo bom para os dois. Se dão mais bola para ele, não depende de mim. Os números mostram que ultrapasso quase tanto quanto ele, mas o que vou fazer? Se dizem que ele é o novo Senna e eu ganhar dele neste ano, então quem serei eu?”

Falando sobre a próxima temporada, o espanhol admitiu que precisa melhorar seu nível agora que já tem certa experiência.

“Estou impaciente e com vontade. É verdade que a pressão é maior, mas minha carreira tem sido assim desde 2014: todo ano, é ou tudo, ou nada. Agora conheço o melhor da F-1 e sei onde tenho de melhorar e como fazer isso.”

Ainda que a Toro Rosso esteja confiante com seu conjunto para 2016, ano em que contará com os motores Ferrari de 2015, ao contrário da coirmã Red Bull, que segue com o Renault, teoricamente mais fraco, Sainz não quis apostar que o time italiano ficará à frente.

“Não acredito que teremos um carro melhor do que a Red Bull, é uma armadilha perigosa para nós pensar nisso.”

Caberá a Sainz ser o primeiro a testar o novo carro da Toro Rosso, dia 22 de fevereiro, em Barcelona, na Espanha. A temporada começa dia 20 de março, na Austrália.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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