Fórmula 1

Projeto engavetado pela Williams na F-1 toma as ruas da Inglaterra; entenda

Go-Ahead/Divulgação
Imagem: Go-Ahead/Divulgação

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

30/01/2016 06h00

Uma tecnologia que foi desenvolvida para a Fórmula 1, mas nunca esteve presente em nenhum GP da categoria, está mudando o transporte público na Inglaterra: utilizando o projeto de recuperação de energia da Williams para a temporada de 2009, os ônibus do país têm economizado até 30% de combustível.

A história começou em 2008, quando a F-1 começou a estudar formas de usar energias híbridas em seus motores, com a intenção de se atualizar em relação às tendências da indústria automobilística. Foi então que surgiram os primeiros KERS, sistemas de recuperação da energia cinética gerada pelos freios para impulsionar o carro.

Dois tipos de projetos vieram à tona naquela época: o aproveitamento desta energia por meio de sua transformação em energia elétrica, sistema adotado pela grande maioria das equipes e que acabou sendo o precursor do chamado ERS-K utilizado atualmente, e o uso da energia mecânica, por meio de uma turbina, desenhado exclusivamente pela Williams.

Os engenheiros da equipe britânica, contudo, não conseguiram produzir um sistema leve o bastante para ser usado no carro de Fórmula 1 de modo a ser compensado pela potência extra, e o KERS mecânico acabou sendo abandonado para o uso na categoria.

Sete anos depois, o mesmo sistema já é utilizado em mais de 500 ônibus em circulação na Inglaterra. A experiência começou em 2012, depois que a Williams conseguiu reduzir o peso do sistema para 50kg. “O produto já seria atrativo mesmo se a economia de combustível ficasse entre 10 e 15%”, afirmou o diretor de engenharia da empresa Go-Ahead, a maior do setor na Inglaterra, Phil Margrave. “Houve muitas experiências neste sentido no passado, mas os produtos eram muito barulhentos e preocupavam os passageiros.”

Além de silencioso e mais leve que os rivais, o sistema desenvolvido pela Williams tem outra qualidade: pode ser instalado em ônibus antigos, enquanto os demais tinham de vir de fábrica.

O sistema utiliza a energia da frenagem para alimentar a turbina, que gira em até 40rpm, impulsionando o motor. “As forças exercidas por um ônibus de 15 toneladas constantemente parando para pegar passageiros são, na verdade, bem similares às de um carro de F-1”, explicou Ian Foley, diretor administrativo da Williams Hybrid Power. “Desde o início, identificamos o mercado de ônibus como o ideal para nossa tecnologia, pois ela não faz sentido para carros de rua normais.”

Em 2014, a Williams Hybrid Power foi vendida para a GKN Land Systems, especializada em energias renováveis, que tem recebido grande incentivo governamental para aplicar tecnologias desenvolvidas para a Fórmula 1 no transporte público no Reino Unido. O projeto injetou quase 90 milhões de reais nos últimos anos em empresas que estudam a geração de energia híbrida, especialmente para serem usadas em ônibus, com a intenção de economizar pelo menos 25% em combustível em toda a frota que faz o serviço dentro das cidades.

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