Fórmula 1

'Camaleoa', Renault teve Prost e Alonso e histórico de altos e baixos na F1

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

03/02/2016 06h00

Após uma primeira passagem com altos e baixos e uma segunda chance coroada por títulos, a Renault retorna à Fórmula 1 como construtora em 2016. Retomando o controle da mesma equipe com que foi bicampeã com Fernando Alonso em 2005 e 2006, os franceses vão para o tudo ou nada na categoria máxima do automobilismo.

Pelo menos é essa a expectativa do CEO da empresa, Carlos Ghosn, que chegou à conclusão no final do ano passado de que continuar apenas como fornecedora de motores não estava sendo um negócio lucrativo o bastante para a Renault. Afinal, em uma época na qual os motores têm sido fundamentais para o rendimento dos carros e empresas como Mercedes, Ferrari e Honda estão investindo pesado, ou os franceses entravam de cabeça, ou se retiravam totalmente da categoria.

Escolhendo a primeira opção, a Renault promete dispor de um orçamento no mesmo nível das grandes equipes e tem como meta começar a vencer em três anos, ainda que o time tenha sofrido um baque inicial com o não pagamento do patrocínio que garantia a vaga de Pastor Maldonado. Sem contar com o venezuelano, o time contratou o dinamarquês Kevin Magnussen para formar dupla com o estreante britânico Jolyon Palmer.

Ex-Toleman e Benetton
O retorno da Renault se deu pela compra da equipe Lotus, de propriedade do fundo de investimentos Genii Capital - e que nada tem a ver com a antiga Lotus de Colin Chapman. O time, baseado em Enstone, é o mesmo com o qual a Renault teve sua segunda e última participação como construtora na Fórmula 1, entre 2002 e 2010.

Na ocasião, a montadora adquiriu o espólio da equipe Benetton, que tem sua origem na Toleman, primeira equipe de Ayrton Senna na F-1, havia tido seus dias de glória com o bicampeonato de 94 e 95 e passava por sérias dificuldades. Porém, já no ano seguinte, a equipe conseguiu seus primeiros pódios e uma vitória, chegando ao título dois anos depois.

Grande parte do sucesso da Renault entre 2005 e 2006 tinha a ver com a parceria com a Michelin. Depois que a fabricante de pneus deixou a categoria, porém, o time não conseguiu repetir os bons resultados. O desgaste causado pela revelação da armação do resultado do GP de Cingapura de 2008, quando uma batida proposital de Nelsinho Piquet permitiu a vitória de Alonso, foi a gota d’água para os franceses, que venderam 75% do time para a Genii no final de 2009 e os 25% restantes no ano seguinte.

Primeira fase
A primeira passagem da Renault como construtora na Fórmula 1, contudo, foi entre 1977 e 1985, em um projeto com alto caráter nacionalista. A montadora foi a primeira a usar regulamente um motor turbo na categoria, ainda que vários problemas com quebras tenham marcado os primeiros anos.

A primeira vitória veio em 79, com Jean-Pierre Jabouille, e justamente no GP da França. Em 1981, o time assinou com a jovem promessa Alain Prost, que levaria o time a seus melhores resultados: em três anos da equipe, foi terceiro duas vezes e vice-campeão em uma oportunidade. O francês, contudo, acabou sendo demitido logo depois de perder o campeonato de 1983 para Nelson Piquet devido a críticas à equipe. Sem Prost e perdendo terreno no campo dos motores turbo, a Renault fez temporadas apenas regulares em 84 e 85 antes de anunciar que deixaria a F-1 como equipe devido a dificuldades financeiras.

Além de suas duas participações como construtora, a Renault também foi vitoriosa com fornecedora de motores, conquistando títulos com a Williams, Benetton e, mais recentemente, Red Bull. Os franceses estiveram presentes equipando outros times entre 83 e 86 (Lotus, Ligier e Tyrrell), 89 a 97 (Williams, Ligier e Benetton), 2001 (Benetton) e de 2007 até hoje (Red Bull, Williams, Toro Rosso, Caterham e Lotus). Em 2016, seus motores só serão usados pela Red Bull, rebatizados de Tag Hauer.

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