Fórmula 1

Estreante, Palmer prega cautela para Renault: 'Viemos das cinzas da Lotus'

Erwin Scheriau/EFE
Imagem: Erwin Scheriau/EFE

Do UOL, em São Paulo

03/02/2016 14h06

A Renault falou em vitórias e títulos no lançamento de suas cores no retorno à Fórmula 1 como construtora após cinco anos. Porém, o piloto Jolyon Palmer adotou um discurso mais cauteloso e lembrou que o time tem muito a evoluir depois de assumir o espólio da Lotus.

O time estava em sérias dificuldades financeiras, com atrasos nos pagamentos dos funcionários e fornecedores e só participou do campeonato passado até o final devido à intervenção direta do promotor da F-1, Bernie Ecclestone. Palmer, que era piloto reserva da equipe, viu essa realidade de perto e sabe que, mesmo com todo o investimento da Renault, pode demorar para o time voltar ao alto nível.

“Acredito que será uma primeira temporada difícil porque saímos das cinzas da Lotus, que estava em uma situação muito difícil no final do ano passado. Então esse será um ano de reconstrução. Mas o momento é de falar de nossa ambição a longo prazo. Este é apenas o primeiro passo para uma equipe de muito sucesso no futuro”, afirmou o inglês, que fará sua temporada de estreia como titular.

“Tomara que possamos nos surpreender em algumas semanas e lutar por pontos ou mais à frente, mas não acho que devemos colocar as expectativas muito no alto agora.”

Depois de participar de várias sessões de treinos livres na F-1 na última temporada, Palmer acredita que está preparado. Por enquanto, ele é o único estreante confirmado na temporada 2016.

“Sinto-me ótimo, muito preparado. Foi algo que demorou muito para acontecer. Corri um tempo na GP2 e quando ganhei o campeonato ano passado estava pronto para correr. Ficar um ano de fora foi frustrante, mas aprendi muito e agora estou na equipe Renault, o que é muito empolgante. Mal posso esperar para começar.”

As atividades de pista da Fórmula 1 começam com os testes de pré-temporada, a partir de 22 de fevereiro, em Barcelona, na Espanha. A primeira etapa será disputada dia 20 de março, na Austrália.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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